António Costa descreve Jorge Coelho como “amigo de todas as gerações do PS”

“Foi um amigo e um camarada que todos perdemos e que iremos chorar, cada um, por si”, considerou, esta tarde, numa breve conferência de imprensa.

António Costa | Cristina Bernardo

O primeiro-ministro considera que a morte de Jorge Coelho é um “momento doloroso” para todos os socialistas. Aos jornalistas, António Costa recordou o ex-dirigente socialista e antigo ministro como “um camarada e amigo de todas as gerações” do PS.

“Foi um amigo e um camarada que todos perdemos e que iremos chorar, cada um, por si”, considerou, esta tarde, numa breve conferência de imprensa.

O governante adiantou ainda que foram “foram poucos aqueles que conseguiram exprimir tão bem a alma dos socialistas”, tal como Jorge Colho o fez, realçando que era uma figura que dava “energia e força e capacidade de ação nos momentos mais dificeis, serenidade e bom senso nos momentos de exaltação”.

Jorge Coelho morreu esta tarde na sequência de um acidente de viação, consequência de um ataque cardíaco. Foi ministro de três pastas nos governos de António Guterres: ministro Adjunto; ministro da Administração Interna; ministro da Presidência e do Equipamento Social.

A partir de 1992, com Guterres na liderança, Jorge Coelho foi secretário nacional para a organização, contribuindo para a vitória eleitoral dos socialistas nas legislativas outubro de 1995.

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