António Costa: “Não vale a pena ter ilusões. Dever de recolhimento tem impacto fortíssimo na economia”

“As medidas têm de ser adotadas e quanto mais fortes forem mais rapidamente produzem efeito”, disse o primeiro-ministro esta quarta-feira, aquando do anúncio das medidas do novo confinamento geral.

António Cotrim / Lusa

O primeiro-ministro admitiu esta quarta-feira, aquando do anúncio das medidas do novo confinamento geral, que o impacto económico das restrições à circulação e ao consumo será “muito forte”.

“Não vale a pena ter ilusões e pensar que um dever de recolhimento generalizado não tem um impacto fortíssimo na economia”, afirmou António Costa, em conferência de imprensa após reunião do Conselho de Ministros, salvaguardando que os auxílios do Estado são agora mais e estão automaticamente disponíveis para as empresas que se veem obrigadas a fechar portas.

O chefe do Executivo reiterou que o equilíbrio entre o controlo da pandemia e a economia tem sido, “desde o princípio”, uma preocupação por parte dos governantes.

“Ansiamos todos não ter de tomar medidas mais restritivas, por isso tentámos ao longo destes meses que as medidas se concentrassem ao fim de semana e que se concentrassem sobretudo em atividades que não fossem essenciais. Mas como já disse em abril, não podemos hesitar quando está em causa um crescimento da pandemia como aquele que estamos a viver”, começou por explicar o primeiro-ministro.

“Portanto, as medidas têm de ser adotadas e quanto mais fortes forem mais rapidamente produzem efeito. É esse o critério que vai ser adotado. Se me pergunta se vai ter um impacto muito negativo na economia? Seguramente vai ter um impacto muito negativo na economia, nas empresas, nas finanças públicas”, acrescentou António Costa, em declarações aos jornalistas a partir do Palácio da Ajuda.

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