António Cunha é o novo presidente da CCDR-N

Os presidentes das CCDR passaram a ser eleitos pelos autarcas, mas as acusações de conluio entre o PS e o PSD para a divisão do ‘bolo’ não se fizeram esperar. O PCP, que tem alguma representação autárquica, manteve-se fora do processo.

Tomaram hoje posse os novos presidente e vice-presidentes da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), numa cerimónia que decorreu em Coimbra, onde foram empossadas todas as presidências das restantes estruturas  coordenadoras do país.

António Cunha, eleito no passado dia 13 de outubro – num ato eleitoral que foi alvo de muitas críticas – é, para além da assumir a presidência da CCDR-N, o novo gestor do Programa Operacional NORTE 2020. Substitui Fernando Freire de Sousa, economista e ex-secretário de Estado ligado ao PS, que presidia àquela estrutura desde junho de 2016.

Licenciado em Engenharia de Produção e doutorado em Ciência e Engenharia de Polímeros, o novo presidente assumiu funções como reitor da Universidade do Minho entre 2009 e 2017 e ocupou ainda os cargos de Ppofessor catedrático do Departamento de Engenharia de Polímeros (desde 2003), investigador do IPC – Instituto de Polímeros e Compósitos, presidente do conselho de reitores das Universidades Portuguesas (2014 a 2017), presidente do CoLab em Transformação Digital (2018 a 2020). Foi ainda administrador do CEIIA – Centro de Engenharia e Desenvolvimento (entre 2005-2009 e 2018-2020).

O novo vice-presidente, Beraldino Pinto, é licenciado em Engenharia Civil, tendo desempenhado funções como presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros (entre 2002 e 2013), presidente da Comunidade Intermunicipal de Trás-os-Montes, e presidente do conselho diretivo da Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana,  Foi ainda administrador não executivo na Empresa Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro e presidente da Direção da Associação Geoparque Terras de Cavaleiros.

Célia Ramos é renomeada Vice-presidente da CCDR-N, cargo que exerce desde dezembro de 2019, depois de ter integrado XXI Governo (o anterior ao que está em funções), como secretária de Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza. Foi também chefe de projeto da Estrutura de Missão para a Região Demarcada do Douro, entre 2012 e 2014. É quadro da CCDR-N desde 1984, tendo sido diretora de serviços do Ordenamento do Território (de 2006 a 2012) e chefe de divisão do Ordenamento do Território (entre 2001 e 2006).

A escolha dos presidentes das CCDR foi da responsabilidade de um colégio eleitoral global que integra cerca de 10.600 autarcas – mas a verdade é que as escolhas foram previamente acordadas entre as direções do PS e do PSD.

O PCP, embora tendo algum peso autárquico (24 presidências de câmara), não quis participar naquilo que apelidou de bloco central de interesses e, por isso, uma evidência da “falsa democratização”, que releva a “convergência que se tem verificado entre PS e PSD”. Para o PCP, este ‘caldo’ centrista é a evidência de que o Governo, associado ao PSD, vai “continuar a não cumprir a regionalização e a manter as políticas de desenvolvimento regional nas mãos” do Estado central.

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