António Horta-Osório alerta para a importância de manter a saúde mental

Num testemunho pessoal, o ainda presidente do Lloyds contou como a sua experiência permitiu a criação de programas de desenvolvimento pessoal e bem-estar mental para executivos e colaboradores do banco britânico.

O presidente executivo do Lloyds Bank aproveitou o lançamento oficial da Fundação José Neves (FJN) para alertar para a importância de manter a saúde mental e dos programas que as empresas devem promover em prol do bem-estar do cérebro. “Temos de olhar para a saúde mental como olhamos para a saúde física”, disse António Horta-Osório.

O banqueiro começou por explicar a sua história pessoal, que foi importante para a gestão do Lloyds e para o turnaround. Hoje, além dos funcionários da instituição bancária britânica, quer, tal como o empresário José Neves, despertar os portugueses para o seu desenvolvimento pessoal.

“Quando entrei no Lloyds, há cerca de dez anos, ainda antes da crise da zona euro e mesmo depois de o governo inglês injetar 20 mil milhões de libras para o banco não ir à falência, o banco estava ainda numa situação frágil, com 200 mil milhões em ativos tóxicos que eram muito suscetíveis de piorarem”, lembra.

O ritmo alucinante de trabalho e as poucas horas de sono deterioram a saúde de Horta-Osório, o que culminou no seu afastamento do banco durante seis semanas, tempo em que esteve numa clínica de sono. “Quando voltei, comecei a pensar como poderia aproveitar a minha experiência pessoal para ajudar outras pessoas”, contou, no evento de lançamento da Fundação José Neves, que se realizou no Porto e foi transmitido no Meo Kanal.

António Horta-Osório contou como os administradores do Lloyds, juntamente com o psiquiatra Stephen Pereira, criaram um programa interno de mindfulness, nutrição e estudo de personalidade para promover o bem-estar psicológico dos executivos. Ademais, o board criou um portal de apoio a todos os 65 mil colaboradores do banco, com webinars e grupos de WhatsApp sobre o tema.

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