Apartamento de Sócrates em Paris custa mil euros por noite

A procura é elevada – durante quase todo o mês de setembro e nas semanas de outubro esteve sempre ocupado.

O engenheiro civil Carlos Santos Silva, amigo de José Sócrates, está a arrendar o apartamento em Paris, que a acusação da designada ‘Operação Marquês’ alega ser do antigo primeiro-ministro português, por cerca de mil euros por noite, escreve o Correio da Manhã na edição desta segunda-feira.

A luxuosa residência, situada na Avenue du Président Wilson, tem 240 metros quadrados e foi adquirida por 2,8 milhões de euros em agosto de 2012. A acusação do Ministério Público refere que “vender ou arrendar o apartamento” era uma das indicações dadas pelo antigo primeiro-ministro ao amigo Carlos Santos Silva, para que os jornalistas ou a Justiça não soubessem da existência o imóvel, apurou o mesmo matutino.

Segundo o CM, arrendar este apartamento durante um mês inteiro pode custar 30 mil euros, com taxas de serviço e limpeza, um valor que fica acima do preço de mercado, mesmo no local em que se encontra. Ainda assim, a procura é elevada – durante quase todo o mês de setembro e nas semanas de outubro esteve sempre ocupado.

No entanto, o preço de venda – 4,5 milhões de euros – era muito alto e, juntamente com o facto de José Sócrates ter sido detido, levou ao desinteresse por parte de potenciais clientes e ao bloquei do plano.

Relacionadas

Sócrates arrisca pena de prisão superior a dez anos

Cúmulo jurídico da legislação portuguesa faz com que os crimes de que o ex-primeiro-ministro é acusado impliquem pena de prisão efetiva durante pelo menos uma década, caso seja condenado.

Caixa Geral de Depósitos tapava buracos na conta à ordem de Sócrates

A conta à ordem do antigo primeiro ministro, no banco público, subia e descia várias vezes em 24 horas e tinha entradas e saídas de elevadas verbas a uma rapidez que saltava à vista.
Recomendadas

PremiumJustiça investiga três dos candidatos do PSD a deputados na Assembleia da República

Em causa estão crimes de corrupção, abuso de poder e falsidade informática. Visados são obrigados a apresentar demissão, caso sejam condenados. Direção do PSD recusa “julgamentos em praça pública”.

Pardal Henriques reage à acusação da PGR: “Nunca fiz nenhuma burla e aguardo para ser notificado”

O porta-voz do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) afirma que em abril o Departamento de Investigação e Ação Penal “respondeu-nos que não existia queixa nenhuma”.
pedro-pardal-henriques

Pardal Henriques é alvo de inquérito judicial, confirma PGR

“Confirma-se a existência de um inquérito, o qual se encontra em investigação no DIAP de Lisboa”, diz a PGR numa resposta escrita à agência Lusa sobre a existência de uma investigação a Pardal Henriques.
Comentários