Os investimentos das empresas em inovação e competitividade vão beneficiar de 973 milhões de euros de apoio, no âmbito do Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade (IFIC), anunciou o ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida.
“Com uma dotação inicial de 300 milhões de euros, aquando do lançamento das três linhas principais, foram recebidas 5.216 candidaturas, representando um investimento de 3,2 mil milhões a nível nacional, incluindo Regiões Autónomas”, afirmou Manuel Castro Almeida perante uma plateia de quase 500 pessoas, onde se encontravam os líderes de seis dos maiores bancos portugueses.
Manuel Castro Almeida sublinhou que este investimento beneficiará de apoio de fundos europeus não reembolsáveis no montante de 973 milhões de euros.
“Até ao final do mês de março, este processo ficará concluído”, garantiu.
Explicou ainda como se chegou aqui. Embora tenham sido colocados inicialmente em concurso 300 milhões de euros, “face à procura e à qualidade dos projetos”, os objetivos foram revistos e será possível apoiar com 973 milhões de euros os investimentos das empresas.
Ainda na esfera do Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade, integrado no Plano de Recuperação e Resiliência e gerido pelo Banco Português de Fomento, foi também aberto, a 27 de fevereiro, um novo aviso designado “Reindustrializar: Calamidade e Contingência”, destinado a apoiar regiões afetadas por tempestades, inundações, cheias ou outros danos de elevado impacto estrutural, revelou.
Castro e Almeida lembrou que o Governo reprogramou no Plano de Recuperação e Resiliência um valor de 932 milhões que não iria ser executado e que foi colocado em linhas de investimento privado (no IFIC).
“Estamos a resolver o pecado original do PRR, que era ter demasiado dinheiro para o Estado e pouco para as empresas“, afirmou Manuel Castro Almeida. Os empresários, que criticaram muitas vezes a estatização do programa, terão gostado da ideia.
Processo de convergência
“Entre 1995 e 2023, Portugal aproximou-se zero pontos percentuais da União Europeia no PIB per capita e paridade do poder de compra, ao passo que em 2024 e 2025 aproximámo-nos 1,5 pontos percentuais“, destaca o responsável, salientando que “ainda faltam 17 pontos percentuais” para se chegar à média da UE nestes indicadores de riqueza.
“Não há aqui um fetiche sobre se o crescimento vai ser 2% ou 1,9% ou 2,1% ou se o saldo vai ser de 0,1% positivo ou 0,1% negativo”, disse ainda Manuel Castro Almeida, já não na sua intervenção, mas à margem, ainda no Fórum Banca 2026, reforçando que o Governo vai procurar ter contas equilibradas, mas garantindo que, “em primeiro lugar, a primeira preocupação, são as pessoas”.
Tagus Park – Edifício Tecnologia 4.1
Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, nº 71 a 74
2740-122 – Porto Salvo, Portugal
online@medianove.com