Apple emite dois mil milhões de euros em ‘green bonds’

A Maçã quer ser mais verde e fez uma das maiores emissões de ‘green bonds’ na Europa. A gigante norte-americana tem vindo a apostar na emissão de dívida verde nos Estados Unidos, tendo já angariado mil milhões de dólares em 2017 e 1,5 mil milhões de dólares em 2016.

Depois dos Estados Unidos, a Apple entrou no mercado de dívida verde na Europa, com uma das maiores emissões em euros, numa altura em que o apetite por este tipo de títulos tem aumentado. A fabricante do iPhone emitiu dois mil milhões de euros em ‘green bonds’ a seis e 12 anos, na quinta-feira.

Os títulos a seis anos sem cupão têm uma yield de 0,032%, enquanto os títulos a 12 anos oferecem um cupão de 0,5% e uma yield de 0,565%, segundo dados do Financial Times.

De acordo com a Bloomberg, a emissão da Apple é uma das maiores emissões de dívida verde na Europa, depois da Engie ter emitido 2,5 mil milhões de euros em maio de 2014.

“Os ativos dos fundos ESG estão a crescer e há um ambiente benigno para a emissão de títulos verdes”, explicou Viktor Hjort, chefe global de estratégia de crédito do BNP Paribas, à agência noticiosa.

A Apple tem como objetivo utilizar o montante angariado para desenvolver produtos mais eficientes tem termos energéticos e mais recicláveis e reduzir as emissões de carbono.

A gigante norte-americana tem vindo a apostar na emissão de dívida verde nos Estados Unidos, tendo já angariado mil milhões de dólares em 2017 e 1,5 mil milhões de dólares em 2016.

Apesar de ainda não ter divulgado o relatório anual sobre o financiamento sustentável, o Sustainlytics, dedicado à análise da sustantabilidade empresarial, considera que a estrutura de títulos da Apple “é robusta e transparente”.

Segundo as projeções da Moody’s, a emissão de green bonds a nível global tenderá a aumentar este ano, depois de atingir os 171,1 mil milhões de euros no ano passado, subindo para 250 mil milhões de euros até ao final de 2019.

Ler mais
Recomendadas

Estudo revela que três em cada dez startups do Porto correm o risco de fechar

O relatório “Impacto da Covid-19 nas Startups do Porto”, elaborado pela Porto Digital, FES Agency e Aliados Consulting, revela que 31,7% das startups têm até três meses de capital disponível.

PremiumMontepio Crédito defende CFEI para capitalizar empresas

Pedro Gouveia Alves realça que este instrumento de crédito fiscal já deu provas positivas em 2014. Autonomia financeira do setor ronda apenas os 20%.

PremiumProibição dos festivais até ao final de setembro “é uma catástrofe para centenas de empresas”

Todos os serviços que estão integrados na realização de um festival musical estão a ser afetados pela lei que proíbe a realização desse tipo de eventos.
Comentários