Arábia Saudita e aliados publicam lista de terroristas apoiados pelo Qatar

Qatar já reagiu à publicação da lista, rejeitando, mais uma vez, as acusações “infundadas” da Arábia Saudita e restantes aliados.

A Arábia Saudita e os restantes aliados divulgaram hoje a lista de alegados terroristas e respectivas organizações que defendem ser apoiadas pelo Qatar.

Numa declaração conjunta, os países do Golfo, vizinhos do Qatar, esclarecem que a lista apresenta nomes de indivíduos e organizações “ligados ao Qatar e que estão ao serviço de um programa político suspeito do Qatar”, noticia a Reuters.

A Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Iémen, Líbia e o Bahrain anunciaram na segunda-feira passada o corte das relações diplomáticas com o Qatar, acusando o país de estar a financiar ações terroristas em todo o mundo. Apenas a Arábia Saudita, Emirados Árabes, Egito e e Bahrain concentraram esforços para compilar os 59 alegados terroristas e organizações que o Qatar apoia.

O Qatar “afirma, por um lado, lutar contra o terrorismo, mas que, por outro, apoia, financia e abriga organizações terroristas”, refere o mesmo comunicado. Os países adiantam ainda que “não pouparão esforços” para perseguir os nomes e organizações referidas na lista.

O Qatar já reagiu à publicação da lista, rejeitando, mais uma vez, as acusações “infundadas” da Arábia Saudita e restantes aliados. Em comunicado, o Qatar diz que “a recente declaração publicada pela Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito (…) confirma, mais uma vez, as acusações infundadas”, afirmou o país, adiantando ainda que “a nossa posição na luta contra o terrorismo é mais forte do que a de muitos dos signatários desse comunicado conjunto”.

Estes países acusam Doha de ter ligações com “organizações terroristas e grupos sectários que procuram desestabilizar a região, entre os quais a Irmandade Muçulmana, o Daesh (acrónimo árabe do grupo autoproclamado Estado Islâmico) e Al-Qaida”. A resposta do Qatar afirma que tais declarações são “calúnias injustificadas”, e reforça que “está a lutar contra o terrorismo e o extremismo”.

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