Aaron Ramsey e o futebol português

Segundo a UEFA, as receitas brutas com a venda de jogadores equivalem a 76% de todos os outros proveitos dos clubes portugueses.

Desta vez foi Aaron Ramsey. O ainda atleta do Arsenal não renovou contrato, tornou-se num “jogador livre” e rumará a Turim como o jogador britânico mais bem pago da atualidade, com um salário de 300 mil libras (cerca de 342 mil euros) por semana. Além de perder o atleta, o Arsenal não receberá qualquer valor pela transferência e o clube que o formou não terá acesso às compensações do mecanismo de solidariedade da FIFA. Os jogadores, e os seus empresários, têm vindo a perceber que têm muito a ganhar se evitarem a renovação dos contratos para se apropriarem das verbas que estariam destinadas às transferências e aos mecanismos de compensação e solidariedade.

O tema é relevante para o futebol português. Segundo a UEFA, as receitas brutas com a venda de jogadores equivalem a 76% de todos os outros proveitos dos clubes portugueses. Daqui se percebe o risco, se a tendência para os “free agents” se acentuar. Haverá menos receitas de transferências e formação e os maiores clubes nacionais procurarão dominar ainda mais todos os outros proveitos ligados ao futebol para que possam continuar a ser competitivos. Além disso, com maior dependência do poder das televisões, os jogos continuarão a ser marcados para dias e horas pouco adequados.

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