Arrendamento Acessível ainda não soluciona problemas de habitação em Lisboa, Porto e Algarve

O programa criado pelo ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, tem um impacto limitado nas zonas onde os preços são mais elevados, que são os maiores centros urbanos do país, de acordo com uma análise do “Público” com a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto.

Nas regiões de Lisboa, Porto e Algarve, onde há maiores dificuldades no acesso à habitação, o Programa de Arrendamento Acessível pensado pelo ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, revela-se insuficiente, dá conta o “Pùblico” este sábado, 7 de setembro.

Numa análise do jornal, em parceria com uma equipa de investigadores da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, estima-se que apenas 135 senhorios demonstraram interesse em integrar o seu programa, tendo em conta as oito mil candidaturas de interessados em beneficiar da iniciativa.

Em dois meses, a secretária de Estado da Habitação, Ana Pinho, disse que foram celebrados 20 contratos no âmbito de um programa que visa famílias de classe média que têm dificuldades em aceder a uma habitação a preços comportáveis.

O programa de Pedro Nuno Santos – feita a análise – tem um impacto limitado nas zonas onde os preços são mais elevados, que são os maiores centros urbanos do país.

Recomendadas

Crédito habitação: Juros voltam a cair oito meses depois

Este valor representa uma ligeira descida de 1,0 pontos percentuais face ao registado no mês de junho. (1,087%). Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro passou dos 1,305% para os 1,306%.

Prata Riverside Village vai mostrar nova centralidade de Lisboa

O objetivo do Open House Lisboa é “descentralizar, diversificar e ampliar o conhecimento arquitetónico da capital”, durante o próximo fim de semana, 21 e 22 de setembro, e o Prata Riverside Village foca-se nisso, uma vez que se localiza numa das zonas esquecidas da cidade de Lisboa.

CCB espera escolher e fazer contrato ainda este ano para hotel e zona comercial

Em causa está a análise da única proposta candidata ao projeto, apresentada pela construtora Mota-Engil, e a comissão criada para o efeito terá ainda de avaliar se são cumpridos todos os requisitos do caderno de encargos.
Comentários