ASF ausculta mercado sobre seguros de doença

No âmbito das competências de supervisão que lhe estão atribuídas, encontra-se a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões a levar a cabo um estudo sobre os seguros voluntários de saúde (seguros de doença), face ao seu relevante impacto social.

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A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) decidiu a levar a cabo um estudo sobre os seguros voluntários de saúde (seguros de doença), face ao seu relevante impacto social.

“Espera-se que cada vez mais pessoas estejam abrangidas por seguros de saúde, facto a que não é alheia a pandemia de Covid-19 que o mundo está a enfrentar atualmente, pelo que a ASF tem como objetivo que o consumidor de seguros disponha de mais e melhor informação para que possa optar pelos produtos que mais se adequem às suas necessidades”, avança a ASF.

A informação recolhida “visa apoiar um conjunto de medidas regulatórias que contribuam para um desenvolvimento equilibrado do mercado, salvaguardando um posicionamento mais informado dos consumidores e requisitos de transparência que são exigíveis num tipo de seguro com esta relevância”.

A ASF pretende implementar “regulamentação mais contextualizada, baseada na realidade vivida pelo setor e mais centrada na governação dos produtos, sempre com o objetivo final de proteção dos consumidores de seguros e de equilíbrio do funcionamento do mercado”.

Uma das vertentes deste estudo consiste no lançamento de vários inquéritos, direcionados aos profissionais do setor segurador, aos profissionais de saúde e aos consumidores, “no sentido de recolher informação relativa à avaliação deste tipo de seguro por cada um daqueles grupos e às preocupações que o mesmo suscita”, diz a ASF.

“O projeto que a ASF se encontra a desenvolver tem como objetivo caracterizar e compreender a realidade do mercado de seguros voluntários de saúde em Portugal. Num contexto de grande dinamismo deste setor, pretende-se aprofundar o conhecimento relativamente aos principais desafios e oportunidades que se colocam, no curto e no médio prazo”, explica a entidade reguladora.

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