Assessor de Trump critica duramente países que cooperam com a Huawei no 5G

O assessor de Donald Trump para a tecnologia fez um discurso bastante crítico sobre o regime chinês durante a Web Summit.

7 November 2019; Michael Kratsios, CTO of The United States, The White House, on Centre Stage during the final day of Web Summit 2019 at the Altice Arena in Lisbon, Portugal. Photo by Sam Barnes/Web Summit via Sportsfile

Foram duras críticas do Governo norte-americano para com o Governo chinês. O discurso do assessor de Donald Trump na Web Summit foi bastante hostil para com Pequim e para com uma das principais empresas chinesas, a tecnológica Huawei.

“Enquanto trabalhamos juntos para promover os nossos princípios e desenvolver tecnologia para o bem da humanidade, também temos de nos defender contra um Governo cada vez mais agressivo que está a minar os nossos valores e a subverter um sistema livre e justo que permite que todos sucedam”, começou por dizer Michael Kratsios no principal palco da Web Summit.

“O Governo chinês construiu um avançado Estado autoritário ao distorcer tecnologia para dar preferência à censura em vez da liberdade de expressão. Através do seu grande sistema de censura, a grande firewall, o Governo chinês viola a privacidade de todas as pessoas no seu país, ao monitorizar comunicações online e bloqueando acesso à informação”, destacou o assessor de Donald Trump para a tecnologia.

“O partido comunista chinês usa tecnologia para controlar e impressionar dissidentes, ativistas, e minorias, incluindo os muçulmanos uigures. Degradam a dignidade individual de cidadãos chineses, ao implementar um distópico sistema de pontuação, e o Governo chinês continua a alargar o seu autoritarismo no estrangeiro, e em nenhum caso isto é mais claro do que a Huawei”, afirmou.

“A lei chinesa obriga todas as empresas chinesas, incluindo a Huawei, a cooperar com os seus serviços de inteligência e de segurança, independentemente de onde a empresa opere”, acrescentou o assessor da Casa Branca.

Michael Kratsios deixou duras críticas aos países que escolhem cooperar com empresas chinesas, como a Huawei no 5G. “Os países continuam a considerar abrir os seus braços a empresas chinesas de forma a construir infraestruturas críticas como o 5G e desenvolver tecnologias essenciais como inteligência artificial”.

“Se permitirmos que Pequim tenha um acesso tão profundo, e influencia, o nosso sistema de tecnologia, corremos o risco de repetir os mesmos erros que as nossas nações cometeram há 20 anos”, afirmou, referindo à entrada da China na Organização Mundial de Comércio, o que levou Pequim a “roubar a propriedade intelectual” dos países que compõem a OMC, acusou Michael Kratsios.

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