Associação de empresas de bioindústria quer mais startups portuguesas a combater a Covid-19

A P-BIO está a organizar, com o apoio do Governo, uma iniciativa para incentivar os empreendedores da bioindústria a associar-se à luta contra a pandemia. O projeto é apresentado esta quarta-feira em Lisboa e na próxima semana em Matosinhos.

Lusa

A Associação Portuguesa de Empresas de Bioindústria (P-BIO) pretende que mais startups portuguesas nesta área colaborem na resposta mundial à Covid-19 e está a organizar, com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, uma iniciativa para fomentar a participação nessa luta.

O objetivo é que mais empreendedores nacionais façam parte da plataforma internacional “Global Response to COVID-19”, que conseguiu angariar cerca de 7,5 mil milhões de euros para investimento em diagnóstico e tratamento da doença e desenvolvimento de vacinas contra o novo coronavírus.

Esses são os três pilares onde as startups poderão ser parceiras essenciais nesta rede colaborativa e é nesse sentido que o projeto “P-BIO Pledge 4 COVID” será apresentado esta quarta-feira no Teatro Thalia, em Lisboa, e na próxima semana (19 de maio) no centro de investigação CEiiA, em Matosinhos. A sessão de hoje conta com a presença do ministro Manuel Heitor e do secretário de Estado para a Transição Digital, André de Aragão Azevedo. Na seguinte, a ministra Ana Abrunhosa junta-se a Manuel Heitor.

Segundo a associação empresarial, o sistema científico e tecnológico português participa hoje de “forma ativa no desenvolvimento e realização de testes e sistemas de diagnóstico, incluindo o uso de nanotecnologias”, dando ao país uma “posição de excelência para contribuir para o Fundo Global de Diagnósticos Inovadores” (FIND).

A P-BIO considera ainda que a indústria nacional tem produzido componentes para terapias médicas antivirais, pelo que está preparada para aumentar a capacidade de produção e contribuir para o Acelerador de Terapêuticas (ACT Therapeutic Partnership) e para unir esforços com os parceiros à escala mundial no contexto do CEPI e do GAV para encontrar uma vacina segura e eficaz.

Na semana passada, o primeiro-ministro destacou esses avanços científicos e tecnológicos numa visita ao CEiiA, onde foram produzidos 100 ventiladores de raiz. “Em 45 dias conseguir passar de uma ideia a uma realidade, que está pronta a ser instalada e a entrar em funcionamento numa unidade hospitalar, pode passar a ser feito – não necessariamente em 45 dias, até em mais tempo, com outra tranquilidade mas com a mesma qualidade”, disse António Costa aos jornalistas.

O líder do Executivo salientou que a intenção é libertar tecnologia e conhecimento adquiridos neste projeto – designado Atena – para que a indústria nacional comece “a produzir em larga escala, para as necessidades nacionais e também para as globais”.

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