Associação Portuguesa de Mutualidades defende reforço financeiro

A entidade, responsável pelo projeto RedeMut – formado por associações com o objetivo de criar uma rede prestadora de serviços mutualistas de saúde e apoio social -, propõe um modelo “definitivo de financiamento” para contrariar a perda, em 2021, da comparticipação de 2% da segurança social.

A Associação Portuguesa de Mutualidades (APM) defendeu esta terça-feira o reforço financeiro das associações que têm ajudado pessoas carenciadas a combater a pandemia, no âmbito do projeto RedeMut.

A entidade, responsável pelo projeto RedeMut – formado por associações com o objetivo de criar uma rede prestadora de serviços mutualistas de saúde e apoio social -, propõe um modelo “definitivo de financiamento” para contrariar a perda, em 2021, da comparticipação de 2% da segurança social, atribuída em 2020, que retira 1.100 euros por mês do orçamento das associações, segundo o comunicado enviado à Lusa.

“As atualizações das comparticipações financeiras da segurança social não têm sido suficientes para fazer face à realidade, uma vez que não crescem na mesma proporção que os custos técnicos”, refere em comunicado a APM-RedeMut.

A APM-RedeMut dá o exemplo da associação Benéfica e Previdente que se queixa de ter os trabalhadores “exaustos” e a “serem obrigados por lei a usar máscaras P2 em todas as respostas, mas sem qualquer apoio previsto para este aumento de custos”.

“Os nossos trabalhadores estão exaustos, porque estamos desde março sempre na linha da frente da área social, tendo criado uma equipa covid social, apoiada por duas Juntas de Freguesia do Porto sem qualquer apoio da Segurança Social”, afirma a presidente da Benéfica e Previdente, Paula Silva Roseira, citada no comunicado.

O problema do insuficiente financiamento das associações já existia e foi “agravado pela pandemia”, acrescenta a APM-RedeMut que deseja ver a temática discutida em sede de comissão permanente do setor social e solidário, na qual não tem assento.

A APM-RedeMuttem por Missão promover a cooperação e partilha integrada de recursos, garantindo serviços de saúde aos 800 mil associados mutualistas que integram as associadas da APM.

As associadas da APM apoiaram 1792 pessoas e 480 famílias em respostas de família e comunidade; 639 crianças e jovens (creches, pré-escolares e ATL); 539 pessoas idosas (ERPI e centros de dia) e 54 pessoas vítimas de violência doméstica, segundo dados do mais recente observatório mutualista.

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