AstraZeneca. Marta Temido reconhece “risco, absolutamente raro, na toma da vacina” mas frisa a sua importância (com áudio)

Questionada sobre o porquê de Portugal não ter optado por suspender totalmente a administração da vacina da AstraZeneca, Marta Temido sublinhou que o país tem “por vacinar cerca de 2 milhões de pessoas acima dos 60 anos” — pessoas que, pela sua idade, têm maior probabilidade de contrair uma doença Covid-19 mais grave e para quem a vacina “é a melhor opção”.

A ministra da Saúde afirmou na manhã desta sexta-feira que “pode haver um risco, absolutamente raro, na toma da vacina” da AstraZeneca em pessoas abaixo dos 60 anos, tendo sido essa a causa para a suspensão da incoulação neste grupo etário. No entanto frisa, que “vacinação continua a ser a melhor resposta no combate à pandemia”, uma vez que os benefícios se sobrepõem aos riscos.

Em declarações aos jornalistas, em Odemira, numa visita para acompanhar o processo de testagem à Covid-19 de trabalhadores agrícolas, Marta Temido, disse que “não utilizar a vacina significa deixar de vacinar mais de 2 milhões de pessoas acima dos 60”, um grupo que se contrair Covid-19 “tem mais probabilidade de ter doença grave e efeito fatal”.

“É preciso ter esta ponderação em mente. A opção pela toma da vacina é a melhor opção”, frisou, depois de ontem Portugal ter contabilizado mais de 70 mil testes por Covid-19 num dia, fazendo deste o 11º dia com mais testes realizados.

Questionada sobre se é possível garantir que as pessoas confiem na vacina após ter sido suspensa ou limitada a grupos etários específicos, em vários países, Marta Temido frisa que os países estão a aguardar “que rapidamente haja informação complementar sobre os riscos efetivos que permitam afinar este critério de exclusão para a vacinação”.

“Nós nunca sabemos tudo sobre um fenómeno novo, que é uma doença nova, para o qual a melhor resposta continua a ser a vacinação. Há que assumir falar frontalmente às pessoas que nos estão a ouvir lá em casa, que são cada vez mais cidadãos informados, que sabem fazer escolhas em relação à sua saúde”, disse.

“Da mesma forma que lhes pedimos que fiquem em casa, que usem máscara, que se protejam, dizemos aquilo que sabemos sobre esta situação. A vacina é segura e é eficaz”, acrescentou Marta Temido.

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