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Até onde vai a resiliência humana?

Há livros que amadurecem, mas nem por isso envelhecem. É o caso de “Ensaio sobre a Cegueira”. Publicado há 30 anos, não ganhou uma ruga. Antes cresceu em relevância. Agora reeditado numa edição ilustrada, recorda-nos os caminhos que não queremos seguir.
13 Fevereiro 2026, 19h00

No dia 7 de setembro de 1991, José Saramago soube que teria de escrever um ensaio sobre a cegueira. Enquanto esperava um prato de bacalhau assado com batatas a murro num restaurante da Madragoa, em Lisboa, a pergunta assaltou-o. “E se todos fôssemos cegos?”. E de repente respondeu a si mesmo. “Mas somos cegos. Cegos que, vendo, não vemos.” “Não seria um ensaio, nem uma conferência, nem um conto filosófico, mas um romance nascido a partir de uma pergunta, como já havia acontecido antes”, como nos conta Pilar del Río em “A Intuição da Ilha”, onde narra os dias de José Saramago em Lanzarote. “Os personagens, quem, quantos, chegariam talvez pelo colapso do sistema, talvez pela degradação moral de quem, podendo ver, opta por tapar os olhos.”

Conteúdo reservado a assinantes. Leia aqui o artigo completo. Edição do Jornal Económico de 13 de fevereiro.


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