“Aumento de casos não surpreende quando consideramos o retomar progressivo”, explica Diogo Serras Lopes

O secretário de Estado da Saúde referiu que este continua a ser um contexto novo em que todos os dias significam uma nova aprendizagem. “O crescimento do número de casos não está a a implicar a utilização igual ou maior dos serviços hospitalar do que o que assistimos nos meses de abril e maio”, disse.

Perante um aumento de casos de infeção por Covid-19 nos últimos meses, o secretário de Estado da Saúde, Diogo Serras Lopes, analisou a evolução da pandemia desde que esta chegou a Portugal. De acordo com os dados do Ministério da Saúde, em setembro foram detetados 18.153 casos de infeção, enquanto no mês de abril, o que tinha apresentado mais casos até à data, foram identificados 16.756 casos.

“O aumento não surpreende quando consideramos o retomar progressivo”, disse Diogo Serras Lopes na habitual conferência de imprensa, acompanhado por Graça Freitas, tendo acrescentado que este aumento não é exclusivo de Portugal, bastando verificar os números que os outros países têm revelado.

O secretário de Estado da Saúde referiu que este continua a ser um contexto novo em que todos os dias significam uma nova aprendizagem. “O crescimento do número de casos não está a a implicar a utilização igual ou maior dos serviços hospitalar do que ao que assistimos nos meses de abril e maio”, disse.

Exemplo desses valores foi que o número máximo de internados que chegou aos 764, em comparação com o dia 15 de abril, quando se verificou a existência de 1.302 pessoas internadas. Também nos casos de pacientes que necessitaram de intervenção nos cuidados intensivos a regra é a mesma, em abril verificou-se 271 internamentos intensivos, enquanto os dados atuais mostram 104 doentes a precisar de um tratamento mais profundo, explicou o governante.

“Estamos convictos de que o melhor conhecimento e organização do Serviço Nacional de Saúde contribuiu de forma decisiva para uma melhor resposta”, defendeu Diogo Serras Lopes, sustentando que apesar da taxa de ocupação dos serviços continuar entre os 70% e 80%, “existe capacidade de resposta que, a qualquer momento, pode ser aumentada”, uma vez que a equipa do Ministério da Saúde está pronta “a reagir se necessário”.

Face ao plano de outono/inverno, o secretário de Estado da Saúde aponta que “o contexto de incerteza dificulta mas não impede a preparação para os meses de outono e inverno”, sendo que o plano ainda está a receber contribuições e as últimas afinações, uma vez que a versão consolidada deverá ser apresentada brevemente.

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