O secretário-geral do PS referiu que o Governo “não tem desculpas para não cumprir com os compromissos que assumiu com os portugueses”. José Luís Carneiro afirmou que o partido iria-se abster na votação do Orçamento de Estado 2026 (OE2026), possibilitando assim a aprovação deste documento.
Apesar de se abster, o partido deixa o recado ao Governo “queremos ser claros que em sede própria daremos combate político” às vontades expressas no documento.
José Luís Carneiro sublinha que “este não é o orçamento do PS”, referindo que “o orçamento do Governo tem um pecado original, que é não tem credibilidade”. “OE não tem ambição para o país, para responder às necessidades urgentes da saúde, habitação e dos mais jovens”, afirma.
O secretário-geral deixa alguns desafios ao primeiro-ministro, nomeadamente, se este está aberto a aumentar as pensões mais baixas de forma permanente. “Contrariamente ao que afirmou a ministra do Trabalho, de que as pensões mais baixas terão aumentos no próximo ano, elas terão perdas, e olhando para que o saldo orçamental aumento mil milhões de euros acima das perspetivas do Governo, e no nosso entendimento é que o saldo da Segurança Social pode aumentar novamente este ano. Está disponível, sem colocar em causa as contas públicas e sem aumentar a despesa líquida, a fazer um aumento extraordinário das pensões mais baixas até 1.400 milhões de euros”.
O primeiro-ministro respondeu que o Governo está “indisponível” para este aumento. “O Governo não está disponível para assumir pelo segundo ano consecutivo um aumento das pensões mais baixas e com isso prejudicar a sustentabilidade do sistema de pensões”, referiu.
Luís Montenegro afirmou ainda que o Governo não quer a “co-responsabilização do PS com a governação do país”. “Este orçamento é muito diferente dos do PS, não aumenta nenhum imposto, comtempla o investimento público”, salienta.
Tagus Park – Edifício Tecnologia 4.1
Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, nº 71 a 74
2740-122 – Porto Salvo, Portugal
online@medianove.com