Não transformar o mundo, não pensar o mundo, impedir ambas, é apenas o corolário do que está ainda mais profundamente em causa: um projecto de dominação dos próprios modos por que se pensa.
A grande transição não está em passar do uso de automóveis movidos a combustíveis fósseis para o de automóveis eléctricos, mas de ambos para transportes públicos com cada vez maior independência de combustíveis fósseis.
Todo um esforço político norte-americano vai emergindo no sentido de fazer inclinar a balança num sentido de destruição interna dos pressupostos da UE. Nada disto teria sucedido, se tivesse sido outra, mais clara, a forma da Europa se posicionar.
Tornar o poder contundente ostensivo, mesmo se mais na forma de ameaça do que de uma acção efectiva, traz consequências reais muito palpáveis. No limite, conduz Estados soberanos à servidão voluntária. Este é o padrão de actuação de Trump.
Ninguém receava o vizinho do Bangladesh até o dia em que alguém vociferou que era ele a causa dos seus medos. Não importa se era o caso. Importa que sirva o propósito.
Em vez de sustentabilidade deveríamos referir directamente uma economia assente no pressuposto da regeneração. Garantir a regeneração, abstermo-nos do que não seja regenerável.