Como pode persistir válido o poder de veto de um só país contra todo o mundo? Sem visar directamente a administração norte-americana, António Guterres reagiu bem. Não deixará de perseguir o objectivo de um cessar-fogo.
Deveria ter sido feita uma reflexão no pós-socratismo. Há muito, mas sempre vão a tempo de a fazer. Simplesmente, entretanto, o escândalo maior é outro.
Confiar não é fechar, mas abrir, não é repetir os fiéis, mas convocar os que muito além dos círculos fechados podem ser mais desafiados a contribuir para o interesse comum.
O estado de Israel é irreversível, mas a sua condição excepcional não é irrevogável. Revogá-la é uma condição para a possibilidade escassa de alguma esperança. É uma condição não do passado, mas do nosso tempo, por que somos responsáveis.
O conflito israelo-palestiniano não é uma guerra local, mas teatro de uma guerra que nos envolve a todos, não no sentido de uma guerra mundial, mas de uma guerra da história, da representação da própria história.