A dependência europeia da energia russa provou ser um erro estratégico, e obrigou à transformação do dólar e do sistema financeiro internacional em arma.
O que vai acontecer não deverá trazer surpresas; é a interpretação do que for dito e das minutas da reunião que vai ser interessante. E isto porque a Fed e o mercado estão, pela primeira vez nos tempos recentes, em clara dessintonia.
Para 2023 o cenário é cinzento. O FMI antecipa que um terço da economia mundial pode estar em recessão, incluindo a economia americana e parte das europeias.
Numa altura em que estamos numa corrida de fundo pela sobrevivência do nosso modo de vida livre e democrático, é impossível imaginar o futuro da Europa continental dissociado do Reino Unido.
Há componentes estruturais na inflação: a pressão sobre os salários é real e o redesenho das cadeias produtivas tem custos perenes. Amanhã não é a véspera do dia da vitória sobre a inflação, e o combate vai durar.