Ser democrata não é lamentar a “má escolha” dos outros; é reconhecer que a própria mensagem não foi suficientemente mobilizadora. A democracia exige humildade de quem perde, responsabilidade de quem passa e maturidade de quem vota.
Não criámos marcas verdadeiramente globais, não dominamos a arte do posicionamento estratégico e continuamos a ter dificuldade em transformar competência em reputação. Há talento, sim — mas falta-nos a cultura de o amplificar.
O paradoxo é que, ao delegar tarefas no cliente, as empresas não estão apenas a poupar custos — estão a destruir a sua própria vantagem competitiva sustentável.
O problema não está no valor da educação, mas na forma como formulamos a questão. Confundir a necessidade de reformar práticas pedagógicas com a ideia de que estudar perdeu relevância é uma perigosa simplificação.