Com a UE num momento de transição verde e a União de Mercados a atrasar, a crise alemã (e francesa) sentir-se-á mais nos restantes países do bloco, incluindo Portugal.
“Insistimos que, com este crescimento do emprego, bastaria um aumento não muito expressivo da produtividade para termos o PIB a crescer acima de 3% e até próximo de 4%”, lê-se na nota de conjuntura de novembro do Fórum para a Competitividade.
O indicador homólogo de preços no bloco da moeda única subiu marginalmente em relação a outubro, reforçando a ideia de que o BCE não deve descer juros em dezembro – em linha com o antecipado pela OCDE, que argumenta que as economias mais desenvolvidas já terminaram ou estão prestes a terminar o atual ciclo de normalização monetária.
A maioria das medidas apresentadas era já conhecida e vinha sendo sinalizada pelo Governo, que avança assim com um pacote para tentar estimular a oferta num setor onde os portugueses têm sentido dificuldades cada vez mais evidentes.
O stock de dívida pública ficou assim em 283,1 mil milhões de euros, um mínimo do último meio ano após uma série de dez subidas consecutivas e que levaram o indicador de 269,3 mil milhões de euros em novembro até 294,3 mil milhões em setembro, o máximo absoluto da série.
A revisão em alta reflete um terceiro trimestre mais positivo do que o segundo, bem como de indicadores prospetivos otimistas para os últimos três meses do ano, apesar de não se esperar uma leitura tão expressiva como os 0,8% do terceiro trimestre.