As três lições da Guerra da Ucrânia evidenciam a ascensão da ‘realpolitik’, na qual factos e interesses estratégicos prevalecem sobre discursos e suposições.
A Europa está perante uma encruzilhada: seguir o caminho da militarização e da subserviência aos interesses americanos ou abraçar uma postura mais independente, incluindo uma possível saída da NATO.
Sem um aparato militar independente e robusto, a Europa continua refém das decisões de Washington. A velha máxima ainda prevalece: “ser inimigo dos Estados Unidos é trágico, mas ser seu amigo é fatal.”
Ao enfatizar o uso dos combustíveis fósseis, Trump pretende incrementar as exportações à Europa e consolidar a posição norte-americana como maior produtor global de petróleo.
Ao priorizar a competição em detrimento da cooperação, Washington não apenas prejudica as relações bilaterais, mas também coloca em risco a estabilidade econômica e política global.