O ego inflado cheira a autocracia e impede a escuta activa. A liderança mundial é uma grande mesa de reunião onde ninguém se importa em compreender o outro, apenas aguarda a sua vez de falar. Ou gritar.
No caso das ‘Áfricas’, o ciclo cruel dos ratings de crédito injustamente baixos obriga a pagar juros significativamente mais altos que apenas agrava a dívida externa num reflexo de uma relação predatória.
Depois do discurso ou das omissões de Trump, a Europa parece ser um bloco secundário. As atenções estão viradas para os terceiro-mundistas que cresceram e agora querem e vão ter uma palavra neste jogo do poder e confronto aberto.
Daqui das Áfricas aguardamos com ansiedade a esplêndida revolução de lideranças quase sem mulheres à mesa, com ‘drill, baby drill’ e tarifas como palavra de ordem para a transição energética.
Com a redução da dependência de potências tradicionais e a busca por novos parceiros comerciais, ‘as Áfricas’, podem aproveitar a oportunidade para se afirmar no cenário global como resposta à distância entre promessas e realidade.