Se o primeiro mandato de Trump desbravou o caminho para a perda de direitos e liberdades, então, o mundo não está preparado para o segundo mandato, muito menos a Europa.
Estamos a viver num ponto de grande fragilidade local e global, enquanto observamos muitos a aproveitar-se deste desnorte para forçar ruturas e retrocessos.
Que soluções estão em cima da mesa para salvaguardar o jornalismo de investigação, numa época em que as administrações alegam constrangimentos financeiros para sufocar cada vez mais as redações e desviá-las do serviço público?
A UE que conhecíamos, e que sempre constituiu um baluarte de defesa de direitos humanos, corre o risco de adotar um discurso cada vez mais divisivo, nacionalista e anti-imigração.
Os Palestinianos estão isolados e sem assistência humanitária, os jornalistas estão a ser expulsos de Gaza e o mundo finge que não assistimos ao fim de toda a decência humana.
Talvez nos próximos 50 anos tenhamos de aprender a dar mais propósito à ação concreta. Aprender que sem compaixão pelo outro ou crença na nossa humanidade, não podemos cumprir a promessa de um mundo melhor.