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Linhas de pertença: a migração e a nova Lei da Nacionalidade

Hoje Portugal fica mais Portugal.” As palavras do ministro António Leitão Amaro ecoaram na Assembleia da República, recebidas com aplausos que pareciam celebrar mais do que uma lei, celebravam uma filosofia de pertença, restrita e seletiva. No entanto, por trás desta celebração, esconde-se uma premissa preocupante: a essência de uma nação pode ser medida pela ascendência e pertencer é um privilégio, não um compromisso.

Linhas de pertença: a migração e a nova Lei da Nacionalidade

A nação é definida pela exclusão, por uma hierarquia genealógica, pelo medo da diferença? Ou é definida pelo acolhimento daqueles que já vivem, trabalham e investem no seu futuro? A cidadania, no fim de contas, não é herdada; é conquistada através do reconhecimento, da responsabilidade e da participação.

Os ecos de Srebrenica 30 anos depois – porque as atrocidades de hoje não podem ser ignoradas

Há 30 anos, Srebrenica tornou-se o primeiro genocídio na Europa a ser legalmente reconhecido por um tribunal internacional desde a Segunda Guerra Mundial. O seu nome é agora sinónimo de falha na proteção, de paralisia das instituições internacionais e do custo devastador de desviar o olhar.

Os ecos de Srebrenica 30 anos depois – porque as atrocidades de hoje não podem ser ignoradas

Defender o direito internacional humanitário, garantir a proteção dos civis e intervir de forma decisiva quando necessário não são ideais opcionais, mas obrigações que estruturam a credibilidade da Europa. De Gaza à Ucrânia, estas responsabilidades estão a ser novamente postas à prova.

Sou um judeu iraniano europeu. Não se trata de tomar partido – trata-se do Estado de direito

As consequências de se abandonar o Direito Internacional não se limitarão ao Médio Oriente. A partir do momento em que aceitamos que alguns Estados estão acima da lei, todo o sistema começa a desmoronar e, com ele, a única esperança real que temos para a paz.
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