Será difícil ao parlamento angolano aceitar o pedido de suspensão dos mandatos dos sete deputados, por haver uma quebra de confiança entre o eleitor e os seus representantes.
Se eu escrevo num jornal português, como é o Jornal Económico, na qualidade de sujeito pensante e livre, é graças às independências, em particular a angolana.
A oposição angolana enfrenta uma situação complexa devido às difíceis condições de realizar o seu papel de fiscalização da actividade governativa e afirmar-se como alternativa ao MPLA.
Os partidos radicais passaram a possuir um espaço mais eficiente e rápido para desenvolverem a sua actividade política, com a vantagem de não existir nenhum tipo de intermediação.
Poderemos estar na presença de uma sucessão político-eleitoral, provocada por uma onda de protestos, mas sem a transformação política e do modus operandi dos regimes na região.
Para que serve a independência de Angola? Para que um sujeito político angolano possa produzir a sua história com as devidas contradições, tensões e complexidades, sem depender de um terceiro.