Autoeuropa vai reativar linha ferroviária para transportar automóveis para o porto de Setúbal

Com esta medida, a Autoeuropa diz que vai reduzir em 400 toneladas a emissão de dióxido de carbono ( CO2) por ano, o equivalente a menos 80% de CO2 por dia, além de reduzir o tráfego rodoviário para o porto de Setúbal.

A Volkswagen Autoeuropa reativou hoje, dia 6 de setembro, a utilização de uma linha ferroviária para os transportar os automóveis produzidos na unidade industrial de Palmela para o porto de Setúbal.

Com esta medida, a Autoeuropa diz que vai reduzir em 400 toneladas a emissão de dióxido de carbono ( CO2) por ano, o equivalente a menos 80% de CO2 por dia, além de reduzir o tráfego rodoviário para o porto de Setúbal.

Para o próximo ano, a Auteuropa espera transportar através desta linha ferroviária cerca de 68% da produção total da fábrica de Palmela.

“A Volkswagen Autoeuropa ativou hoje o comboio para o transporte dos modelos produzidos para o Porto de Setúbal. Esta solução vai permitir poupar 400t de CO2 por ano, o que representa menos 80% de emissões de CO2 em comparação com o transporte por camião”, revela um comunicado da Autoeuropa.

De acordo com esse documento, “a reativação da ferrovia será feita em duas fases: durante a primeira (agosto a dezembro de 2019), uma composição fará o transporte diário de 250 carros, retirando assim 32 viagens de camiões do já congestionado percurso rodoviário para o porto de Setúbal; em 2020, prevê-se um aumento para duas composições (500 unidades/dia), o que significa que 68% do volume de
produção da fábrica de Palmela será transportado por via ferroviária, com o
restante a ser efetuado por transporte rodoviário”.

Segundo Rui Baptista, diretor da área de Logística da Volkswagen Autoeuropa, o transporte ferroviário é o caminho a seguir: “A ferrovia tem um impacto no ambiente substancialmente menor do que a rodovia e a médio prazo é financeiramente mais competitiva”.

“O futuro da logística terá de ser cada vez mais sustentável, e não tenho dúvidas que este serviço responde a essa realidade”, defende.

O comunicado da Autoeuropa adianta que a Volkswagen Konzernlogistik responsável pela operação, desenvolveu o conceito com a Rodo Cargo, parceira logística deste projeto e que assegura
entre outras igualmente o atual transporte rodoviário para o porto de Setúbal.

Segundo António Oliveira, representante em Portugal da Volkswagen Konzernlogistik, “estamos muito satisfeitos com a implementação deste conceito não só pelo impacto ambiental positivo, mas também pelas melhorias gerais da operação de carga e descarga dos carros”.

A Volkswagen Autoeuropa recorda ainda que na semana passada apresentou o ‘Gigaliner’, uma solução pioneira no ‘cluster’ automóvel nacional que permite poupar 70 toneladas de CO2/ano na rota servida por este novo modelo de transporte.

A Autoeuropa sublinha que a marca Volkswagen está presente em mais de 150 mercados em todo o mundo e produz veículos em 14 países, acrescentando que a Volkswagen Autoeuropa é o maior investimento estrangeiro no país, sendo uma fábrica de automóveis multiproduto e multimarca.

A fábrica de Palmela fechou o ano de 2018 com 5.800 colaboradores e 223.200 unidades produzidas. Neste momento, em Palmela, são produzidos os modelos T-Roc, Sharan e SEAT Alhambra.

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Gonçalo Salazar Leite, presidente da ATIC – Associação Técnica da Indústria de Cimento, realça que “em Portugal, temos esses custos relacionados com os direitos de emissão e com o custo da energia, por muito grande que seja a nossa eficiência energética”.
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