Automóveis elétricos “triunfarão e bem mais depressa do que se julga”, diz a associação

Em comunicado, o Conselho Diretivo da UVE referiu as dúvidas no século XX sobre como se iria impor a fotografia digital à analógica para argumentar que os “motores de combustão interna não têm futuro, pois são muito menos eficientes e mais, muito mais poluentes que os motores elétricos”.

A Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos (UVE) saudou hoje as declarações do ministro do Ambiente sobre a desvalorização dos carros com motor a gasóleo, garantido que os “automóveis elétricos triunfarão e bem mais depressa do que se julga”.

Em comunicado, o Conselho Diretivo da UVE referiu as dúvidas no século XX sobre como se iria impor a fotografia digital à analógica para argumentar que os “motores de combustão interna não têm futuro, pois são muito menos eficientes e mais, muito mais poluentes que os motores elétricos”.

“O futuro é elétrico. Para muitos de nós é o presente e até o passado. Temos associados com mais de 200 mil quilómetros percorridos em veículo elétrico e com uma adesão aos veículos elétricos que já tem mais de uma década”, lê-se num comunicado divulgado hoje.

A associação referiu que a alteração para a mobilidade elétrica “não será imediata, até pela simples razão de que não existem baterias suficientes, nem os fabricantes de automóveis têm capacidade para produzir e fornecer os automóveis elétricos que a crescente procura por parte dos cidadãos exige”.

Mas que a adoção dos veículos elétricos será “exponencial e disruptiva” e as cidades irão mudar “radicalmente em meia dúzia de anos, para bem de todos”.

A UVE saudou ainda que as declarações do governante tenham aberto a discussão que permite decisões “mais esclarecidas”.

Em entrevista publicada na edição de segunda-feira do Jornal de Negócios, o ministro do Ambiente e Transição Energética João Pedro Matos Fernandes afirmou ser “muito evidente que quem comprar um carro ‘diesel’ muito provavelmente daqui a quatro ou cinco anos não vai ter grande valor na sua troca”.

Várias associações e fabricantes do setor já criticaram as palavras do governante, que foram, porém, bem recebidas pelos ambientalistas da Zero e agora pelos utilizadores dos veículos elétricos.

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