PremiumBacalhôa compra edifício histórico de 30 mil metros quadrados em Azeitão

Imóvel pode servir para novo espaço Bacalhôa Berardo Collection ou até para albergar a Coleção Berardo, caso o acordo com Estado termine em 2022.

Joe Berardo tem estado debaixo de fogo desde a sua recente passagem pelo Parlamento – onde garantiu que não tem dívidas pessoais, apesar de as suas empresas deverem 962 milhões de euros aos bancos – mas o empresário e a sua família continuam ativos no setor dos vinhos e no mundo da arte. Ao que o Jornal Económico (JE) apurou, a Quinta da Bacalhôa comprou um edifício histórico com 30 mil metros quadrados em Azeitão, avaliado em vários milhões de euros, que poderá dar origem a um mega-espaço cultural denominado Bacalhôa Berardo Collection (BBC), entre outras possibilidades.

O imóvel em questão foi comprado no ano passado pela holding da família Berardo para os vinhos e o enoturismo, por um valor que não foi possível confirmar. No entanto, a preços de mercado estará avaliado em vários milhões de euros, pois trata-se de um espaço com uma área que equivale à de três campos de futebol e que antes pertencia à Transportadora Setubalense – Belos, do Grupo Barraqueiro (de Humberto Pedrosa, acionista da TAP).

Questionada pelo JE, uma fonte próxima do processo confirmou a operação, mas não adiantou pormenores. “Confirma-se a aquisição do espaço, mas não está nada definido quanto ao seu futuro”, afirmou. Fontes do setor admitem, no entanto, que este imóvel possa servir não só para criar um novo espaço cultural denominado BBC, como para fins ligados ao negócio dos vinhos – já que fica situado nas proximidades do Palácio e Quinta da Bacalhôa. Outra possibilidade será vir a albergar a coleção Berardo, se o acordo com o Estado para a sua manutenção no Centro Cultural de Belém não for renovado em 2022.

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“Nunca discuti, conversei ou orientei o senhor José Berardo em qualquer investimento. Nunca tive sequer conhecimento, fosse por quem fosse, da sua intenção de reforçar a sua posição acionista no Banco Comercial Português”, escreve José Sócrates numa nota enviada à agência Lusa.
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