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Banca em queda livre lança o caos nas bolsas após tarifas

O setor foi o mais castigado a fechar a semana, em virtude de inseguranças geradas pelas tarifas recíprocas anunciadas por Donald Trump. Ao mesmo tempo, parece existir um braço de ferro entre o presidente dos EUA e o presidente da Fed, Jerome Powell.
mercados Lisboa bolsa traders
4 Abril 2025, 17h23

As bolsas europeias registaram perdas acentuadas na última sessão da semana, sobretudo em virtude de quedas agressivas na banca. Em Lisboa, as mexidas foram similares.

O BCP acompanhou o sentimento acompanhou o sentimento geral do setor, ao desvalorizar 9,43% até aos 0,49 euros por ação. Só a EDP Renováveis caiu ainda mais, na ordem de 9,58% para 7,37 euros, ao passo que a Mota-Engil contraiu 7,46% e ficou-se pelos 3,128 euros.

Os CTT recuaram 5,40% até aos 7,18 euros, enquanto a Galp perdeu 5,23% para 14,41 euros.

O sentimento foi marcado pelo pessimismo, de tal forma que todas as cotadas encerraram no ‘vermelho’.

Entre as principais praças europeias, com descidas de 6,56% em Itália, 5,77% em Espanha, 4,99% no Reino Unido, 4,66% na Alemanha e 4,26% em França. O índice agregado Euro Stoxx 50 caiu 4,83%.

A sessão foi palco de “forte correção nas bolsas europeias”, aponta a análise do Departamento de Mercados Acionistas do Millenium Investment Banking.

“A retaliação da China contra as tarifas impostas por Donald Trump, com uma nova taxa de 34% sobre todos os produtos vindos dos EUA, intensificou a guerra comercial global. Os receios de impacto económico têm levado a uma queda expressiva das yields de dívida soberana e a banca acabou por sentir o efeito”, assinalam os analistas.

“Setores mais cíclicos, como o de Recursos Naturais e o Energético, que hoje assiste a uma queda acentuada dos preços do petróleo, acabam por ser os mais penalizados, ainda que o clima de sell-off acabe por ser transversal”, aponta-se.

“Hoje circulam rumores de que Trump causou esta guerra tarifária de forma propositada para estimular o consumo de produtos norte-americanos e ao mesmo tempo para que uma queda das yields force a Fed a reduzir taxas de juro. Entretanto, junto ao fecho das praças no velho continente, o presidente do Banco Central norte-americano [Jerome Powell] discursava e referia que as tarifas iriam causar impacto mais persistente na inflação e acima do esperado na economia e reiterou o seu combate à inflação, no que parece ser uma espécie de “braço-de-ferro” com Trump”, salienta-se ainda, na mesma análise.

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