Banca: mais uma ideia peregrina

Mas se as comissões para quem as paga, (a propósito de tudo e do nada) são uma verdadeira praga, a banca não contente com os chorudos resultados daí advindos, tenta levar a efeito mais “um assalto” ao bolso dos seus clientes – recuperou há pouco, uma ideia peregrina que já há muito que tem andado a ser “cozinhada” que são as comissões por levantamento no multibanco.

Já aqui escrevi e denunciei nestas páginas, o que considero ser uma verdadeira praga de comissões bancárias.

Com a margem financeira a níveis muito estreitos, o que tem valido à banca tem sido a receita arrecadada com uma multiplicidade de comissões, tendo estas um efeito muito positivo desde logo no produto bancário e depois nos resultados brutos de exploração e por fim nos resultados líquidos.

Mas se as comissões para quem as paga, (a propósito de tudo e do nada) são uma verdadeira praga, a banca não contente com os chorudos resultados daí advindos, tenta levar a efeito mais “um assalto” ao bolso dos seus clientes – recuperou há pouco, uma ideia peregrina que já há muito que tem andado a ser “cozinhada” que são as comissões por levantamento no multibanco.

E aqui entra num contra-senso inexplicável!

O que presidiu a criação da SIBS e a disseminação maciça de cartões de débito por todos os clientes, foi exactamente a diminuição de tráfego nos balcões. Assim poder-se-iam poupar recursos (leia-se colaboradores) que poderiam ser desviados para outras áreas do banco, ou mesmo reforçar uma estrutura comercial, tentando por esta forma, fortalecer a sua quota de mercado nos vários produtos e serviços oferecidos aos seus clientes.

Inicialmente gratuitos, depressa passaram a cobrar uma anuidade. Mas até aqui, penso que não vem nenhum mal ao mundo, existindo até muitos casos de isenção, por força da qualidade de cliente.

Com esta disseminação, os balcões passaram a ter menos colaboradores (menos custos), porque sendo estes movimentos todos de caixa, a tarefa administrativa de processamento dos cheques nos levantamentos, era substantiva.

Assistiu-se há alguns dias a uma “ofensiva” da banca e de forma concertada, em que todo o sector se preparava para taxar com comissões os levantamentos. No entanto, quer o Banco de Portugal quer o Governo, em boa hora vieram em uníssono dizer, que não iriam permitir mais um sufoco sobre os clientes.

Acaso a banca quer voltar atrás? Acredito que muitos clientes, passariam a fazer um os dois levantamentos por mês (um cheque custa em média 2 Euros) e com isto, a sobrecarregar os balcões, que teriam que incrementar os seus efectivos.

Não é este o caminho. E aquela outra ideia peregrina que se fez ouvir – “se é um serviço que o banco disponibiliza aos seus clientes, tem que ser pago”, francamente! Qualquer dia só o facto de pisarmos o interior de um balcão bancário e falarmos com um funcionário, seremos taxados ao minuto, tal como acontece com os advogados e os seus clientes.

Os gestores bancários não têm capacidade estratégica para pensar o negócio bancário, tal como ele agora se apresenta e retirar daí rentabilidade sem as comissões? E a desintermediação? Porque não inovam nesta área e aumentam os seus proveitos por esta via?

“Inventar “ comissões não custa. Outro sim, que não está ao alcance de todos e que é difícil, é saber gerir fazendo sempre mais com menos recursos.

 

Apostilla: A taxa de abstenção a rondar os 69% nas eleições europeias, não é só a demonstração do pouco interesse que os cidadãos têm nos temas europeus, mas é antes de mais e acima de tudo, uma atitude de censura á falta de qualidade dos políticos que temos. Os políticos não são propriamente exemplos de seguidismo. As atitudes que muitos têm tomado de nepotismo, de dolo (estão presos alguns), de falta de interesse na defesa dos interesses dos cidadãos, levou estes a voltarem costas e a dizerem que para esse peditório não irão dar mais. Serão os políticos capazes de se reciclarem? Eu não acredito!

 

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