Banco de Portugal condena BES. Coima de 6,8 milhões de euros ao banco e a três ex-administradores

O supervisor condenou o Banco Espírito Santo (BES) e três dos seus ex-administradores – Ricardo Salgado, Amílcar Morais Pires e Rui Silveira – por “omissão de comunicação obrigatória ao BdP dos problemas associados às carteiras de crédito e de imobiliário do BESA”, o extinto BES Angola.

Rafael Marchante/Reuters

O Banco de Portugal (BdP) condenou o BES e três ex-administradores do banco ao pagamento de 6,8 milhões de euros pela omissão de comunicação obrigatória dos problemas associados às carteiras do BES Angola.

O supervisor condenou o Banco Espírito Santo (BES) e três dos seus ex-administradores – Ricardo Salgado, Amílcar Morais Pires e Rui Silveira – por “omissão de comunicação obrigatória ao BdP dos problemas associados às carteiras de crédito e de imobiliário do BESA”, o extinto BES Angola.

O BES foi condenado a uma coima única no valor de 3,4 milhões de euros, Ricardo Salgado a uma coima de 1,8 milhões de euros, Amílcar Morais Pires foi condenado a uma coima única de 1,2 milhões de euros e Rui Silveira a uma coima de 400 mil euros.

A prática das “infrações especialmente graves” decorreu entre 3 de outubro de 2013 e 03 de agosto de 2014, antes da resolução do BES, que ocorreu em 04 de agosto daquele ano.

O BdP adianta que os três ex-administradores impugnaram a decisão do Banco de Portugal junto do Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão.

Também hoje o supervisor aplicou uma coima de três milhões de euros à KPMG, que auditava o BES, por prestação de informações incompletas e falsas ao supervisor, antes da resolução do banco no verão de 2014.

Além da auditora, dois responsáveis da KPMG também foram condenados “pela prática de infrações especialmente graves”.

Segundo o BdP, a auditora teve conhecimento dos riscos relativos à carteira de crédito do BES Angola e dos problemas que acarretava para o BES em Portugal, não os tendo comunicado ao supervisor.

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