Banco Montepio já tem novo CEO e ajusta pelouros

Enquanto líder da Comissão Executiva, Pedro Leitão terá como missão central realizar plenamente o processo de transformação em curso no Banco Montepio, e inovar, com o propósito de tornar a instituição mais eficiente, digital e competitiva, retomando o caminho do crescimento, garante o Banco Montepio.

O Banco Montepio informou que se realizou esta quinta-feira, dia 9 de janeiro, a reunião do Conselho de Administração que nomeou Pedro Manuel Moreira Leitão como presidente da Comissão Executiva para o mandato 2018/2021.

“Pedro Leitão tem uma carreira de mais de 24 anos no setor financeiro, com experiência nacional e internacional na banca digital e na banca de retalho”, revela o banco que tem Carlos Tavares como Chairman.

Pedro Leitão, “enquanto líder da Comissão Executiva terá como missão central realizar plenamente o processo de transformação em curso no Banco Montepio, e inovar, com o propósito de tornar a instituição mais eficiente, digital e competitiva, retomando o caminho do crescimento”, escreve a instituição.

“Com esta nomeação, o Banco Montepio inicia uma nova fase, reafirmando a ambição de fazer a diferença na vida das pessoas, empresas e instituições da economia social, honrando o legado de 175 anos de história de uma instituição sem par no panorama nacional”, conclui o banco.

Esta reunião que formalizou a entrada em funções de Pedro Leitão como presidente executivo do banco sofreu um atraso, depois de a reunião do conselho de administração da instituição, marcada para a passada terça-feira, ter sido adiada por motivos pessoais de um dos membros do Conselho de Administração.

Com a entrada de Pedro Leitão para CEO foi necessário redefinir alguns pelouros dos administradores, nomeadamente de Dulce Mota que até agora estava como CEO interina do banco. Mas a instituição financeira optou para já por fazer um ajustamento minimalista de pelouro, reservando para mais tarde uma revisão mais estrutural dos pelouros dos administradores, sabe o Jornal Económico.

O novo CEO do Banco Montepio era ‘chief digital officer’ do banco de capital angolano e deverá ser a sua área de expertise nas novas funções.

Na semana passada, o banco divulgou através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que Pedro Leitão recebeu ‘luz verde’ do Banco de Portugal para o cargo de vogal do Conselho de Administração e anunciou que a proposta para a sua nomeação como presidente da Comissão Executiva acontecerá na reunião de hoje.

No início de dezembro, a assembleia-geral do Banco Montepio aprovou Pedro Leitão (que estava no Banco Atlântico Europa, banco de capitais angolanos, como) como presidente executivo, numa reunião presidida por Tomás Correia, que então ainda era presidente da Associação Mutualista Montepio Geral (o acionista de controlo do banco).

Já em 15 de dezembro Tomás Correia deixou esse cargo (onde estava desde 2008), o qual foi assumido por Virgílio Lima.

As mudanças de liderança poderão significar o início de uma nova época para o grupo Montepio, que está numa fase de indefinição sobre o seu futuro, desde logo por dúvidas sobre a saúde das suas finanças.

O grupo Montepio tem no topo a Associação Mutualista Montepio Geral, com mais de 600 mil associados, que tem como principal empresa subsidiária o Banco Montepio.

A 21 de dezembro, o Banco de Portugal informou, por escrito, Carlos Tavares, que concedera o registo de idoneidade a Pedro Leitão para o exercício das suas novas funções de presidente da Comissão Executiva do banco. Com a iniciativa, o supervisor deu seguimento à decisão dos accionistas, tomada em assembleia geral (AG) extraordinária do Banco Montepio, de 5 de dezembro.

 

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A reunião do conselho de administração para nomeação do novo presidente executivo deveria ter acontecido no dia 7, mas foi adiada devido à morte do familiar de um administrador, e remarcada para esta quinta-feira.

Nomeação de Pedro Leitão como presidente executivo do Montepio adiada

A reunião foi adiada devido à morte do familiar de um administrador e, segundo fonte oficial, ocorrerá “tão breve quanto possível”, explicou o banco à Lusa.
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