Bank of America lucrou mais de 29 mil milhões de dólares no ano passado

As receitas entre outubro e dezembro de 2019 caíram 1% face a igual período do ano anterior para 22,3 mil milhões de dólares, devido ao impacto do contexto das taxas de juro baixas, que tiveram impacto principalmente no segmento da banca de retalho, segmento de negócio em cujos lucros caíram 10% para 3,1 mil milhões de dólares.

Bank of America
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O Bank of America, segundo maior banco norte-americano por ativos, apresentou lucros que superaram as estimativas dos analistas, impulsionados pelo segmento de trading.

No último trimestre do ano passado, o banco liderado por Brian T. Moynihan apresentou lucros de sete mil milhões de dólares, uma queda homóloga de 4%. No entanto, o lucro por ação subiu 6% para 0,74 dólares devido ao programa de recompra de ações, e superou as estimativas da Refinitiv, que antecipavam um ganho por ação de 0,68 dólares.

As receitas entre outubro e dezembro de 2019 caíram 1% face a igual período do ano anterior para 22,3 mil milhões de dólares, devido ao impacto do contexto das taxas de juro baixas, que tiveram impacto principalmente no segmento da banca de retalho, segmento de negócio em cujos lucros caíram 10% para 3,1 mil milhões de dólares.

Brian Moynihan disse, em comunicado, realçou que “numa economia a crescer marcada pela atividade sólida dos clientes, os nossos colaboradores conseguiram outro trimestre e ano fortes, o que nos permitiu aumentar os investimentos nos nossos clientes, comunidades e colaboradores, ao mesmo tempo que não perdemos o controlo sobre as despesas”.

“Entregámos um recorde de 34 mil milhões de dólares aos nossos acionistas em dividendos e recompra de ações”, prosseguiu o CEO. “Entramos como ímpeto em 2020 tal como foi evidenciado pelos 1,4 biliões de dólares em depósitos de clientes e pelo desempenho do nosso segmento de gestão de ativos que atingiu os três biliões de dólares”, frisou Brian Moynihan.

Entre os quatro segmentos de mercado, apenas o “Global Markets” registou um aumento dos lucros face ao último trimestre de 2018, tendo subido 13% para 574 milhões de dólares, impulsionado pelo crescimento de 7% de vendas e trading. A atividade de trading em ativos de renda fixa subiu 25% para 1,8 mil milhões de dólares devido a uma significativa melhoria na maioria dos produtos, em especial as hipotecas. A ativididade de trading de equities caiu 4% para mil milhões de dólares, devido à menor atividade dos clientes em produtos derivados.

O segmento de gestão de ativos registou um lucro de mil milhões de dólares, o que significa uma queda de 4% face a igual período do ano passado. Já o segmento de “Global Banking” viu os lucros caírem 8%, em termos homólogos, para dois mil milhões de dólares.

Os lucros no ano de 2019 do Bank of America ascenderam a 29,1 mil milhões de dólares excluindo o impacto da imparidade de 1,7 mil milhões devido à quebra contratual de uma joint-venture. 

As ações do Bank of America estavam a desvalorizar 2,21%, para 34,53 dólares às 16h05, horas portuguesas.

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A provisão levou com a uma quebra de 22% no lucro por ação, que se fixou nos 4,67 dólares. Excluindo o seu efeito, que se deve ao escândalo com o fundo soberano da Malásia, 1MBD, o lucro por ação seria de 7.64 dólares, acima das estimativas da Refinitiv.

JPMorgan Chase supera estimativas com lucros recorde de 36,4 mil milhões de dólares

No último trimestre de 2019, o banco liderado por Jamie Dimon apresentou lucros de 8,5 mil milhões de dólares, 20,5% acima dos lucros dos últimos três meses de 2018, superando as estimativas dos analistas sondados pela “Bloomberg”, que apontavam para lucros trimestrais no valor de 7,45 mil milhões de dólares.
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