Bastonário dos médicos: “Não tive a mínima hesitação em me apresentar para ser vacinado”

Miguel Guimarães, enquanto profissional de saúde, foi um dos convocados para a primeira fase do processo de vacinação contra a Covid-19. “O efeito da vacina vai-se sentir mais tarde, quando cerca de 70% da população estiver vacinada”, advertiu o médico.

Cristina Bernardo

O bastonário da Ordem dos Médicos, enquanto profissional de saúde, foi um dos convocados para a primeira fase do processo de vacinação contra a Covid-19 e está na lista para receber o fármaco da Pfizer/BioNTech este domingo de manhã.

“Não tive a mínima hesitação em me apresentar para ser vacinado, até porque acho que este é o dever de cada cidadão. Este é um dever de cidadania, até porque a vacina serve para nós ajudarmos as pessoas todas, para protegermos os doentes, os mais frágeis”, afirmou à “SIC”.

Portugal iniciou o processo de vacinação contra a Covid-19 por volta das 10h00, tendo a primeira vacina sido administrada ao médico e professor António Sarmento, no Centro Hospitalar Universitário de São João, no Porto. Para o bastonário dos médicos, a escolha foi adequada.

“Acho que a escolha não podia ter sido mais feliz. O António Sarmento é um médico verdadeiramente extraordinário, simboliza verdadeiramente aquilo que é ser médico, a nossa profissão, o próprio Juramento de Hipócrates”, argumentou Miguel Guimarães, em declarações ao canal de Paço d’Arcos.

Miguel Guimarães, que é médico urologista do Centro Hospitalar São João e faz parte da equipa de transplantação do mesmo hospital, fez ainda um agradecimento ao trabalho dos investigadores e cientistas e alertou para a importância de manter o distanciamento social, a utilização de máscaras e álcool-gel e a etiqueta respiratória, apesar deste dia histórico.

“Sendo um dia simbólico é também um dia de esperança. É um sinal de esperança que damos aos portugueses, sem prejuízo de termos de continuar a cumprir as medidas defendidas pela DGS: máscara, distanciamento e higienização. O efeito da vacina vai-se sentir mais tarde, quando cerca de 70% da população estiver vacinada”, advertiu.

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