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BCP aumenta distribuição de dividendos para 90%

O BCP quer distribuir 90% do lucro de 1,02 mil milhões de euros de 2025 pelos acionistas. A proposta inclui um pagamento de dividendos de 50% do resultado de 2025. Adicionalmente será proposto “implementar um programa regular de recompra de ações, sujeito à aprovação das autoridades competentes e à realização dos objetivos de capital relevantes do Plano (i.e. CET 1 acima de 13,5%) e objetivos de negócio em Portugal e internacionalmente”.
25 Fevereiro 2026, 17h49

Miguel Maya acaba de anunciar que o BCP vai propor na Assembleia Geral de Acionistas Anual, que será em maio, uma alteração da política de distribuição de dividendos e já pediram aos reguladores.

O BCP quer distribuir 90% do lucro de 1,02 mil milhões de euros de 2025 pelos acionistas. A proposta inclui um pagamento de dividendos de 50% do resultado de 2025. Adicionalmente será proposto “implementar um programa regular de recompra de ações, sujeito à aprovação das autoridades competentes e à realização dos objetivos de capital relevantes do Plano (isto é, um rácio de CET 1 acima de 13,5%) e objetivos de negócio em Portugal e internacionalmente”.

“Uma das características deste Conselho de Administração, é que o rigor na gestão de capital é absolutamente essencial, e uma das razões pelas quais nós também revemos esta política de distribuição dos resultados, é exatamente para sinalizar ao mercado o rigor que temos na gestão”, disse Miguel Maya.

O banco propõe passar de uma remuneração de 75% para até 90% de distribuição total aos acionistas.

Isto significa que vai atribuir um dividendo na ordem dos 500 milhões de euros, correspondendo a um payout de 50% do resultado de 2025. Mas vai reforçar o programa de recompra de ações. O CEO não quis avançar com um valor absoluto do montante a distribuir no conjunto das duas operações.

O BCP submeteu um requerimento às autoridades competentes para executar recompra de ações de 40% do resultado – acima dos 25% que previa o plano anunciado em 2024.

Nuno Amado, chairman do BCP, sublinhou na conferência de imprensa o reconhecimento no passado do apoio dos acionistas. Os maiores acionistas do BCP são a Fosun e a Sonangol, com 20,03% e 19,49%, respetivamente.

Miguel Maya, por sua vez  disse que ambos acionistas têm revelado “enorme satisfação” com o investimento no BCP, dando a entender que a participação quer da Fosun, quer da Sonangol são para manter.

A valorização das ações do BCP ascende a 2% e a cotação está perto de superar o valor de um euro.


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