BCP cai quase 2% trava subida da Bolsa de Lisboa

A Galp e a EDP Renováveis lideram subidas do PSI-20. Ao passo que o BCP e os CTT lideram as perdas. Europa fecha mista em mais uma sessão de resultados. UBS apresentou lucros acima do esperado.

José Manuel Ribeiro/Reuters

O mercado nacional fechou praticamente inalterado, com o PSI-20 a cair -0,0052% para 5.016,18 pontos. Já o EuroStoxx 50 subiu 0,13% para 3.604,82 pontos.

A Galp e a EDP renováveis destacaram-se nas subidas. A Galp subiu 1,41% para 13,700  euros. A petrolífera apresentou hoje os resultados do terceiro trimestre de 2019. Durante este período o EBITDA ajustado foi de 571 milhões de euros, face aos 603 milhões previstos pelo CaixaBank BPI Research. O resultado líquido ajustado ascendeu aos 131 milhões de euros, contra os 143 milhões esperados.

“A Galp prevê que mais de 40% do seu investimento de longo prazo visa capturar oportunidades relacionadas com a transição energética. Todas as ações de alocação de capital deverão estar em linha com o compromisso de manter um rácio de Dívida Líquida/EBITDA abaixo de 2. A empresa prevê um aumento anual de 10% no dividendo por ação ao longo dos próximos três anos”, relata o BPI no seu comentário de fecho.

As ações da EDP Renováveis e da Jerónimo Martins fecharam no verde. A EDPR valorizou 1,22% para 9,960 euros. Amanhã após o fecho a retalhista irá publicar os seus resultados trimestrais. A Jerónimo Martins valorizou 0,72% para 14,775 euros.

A penalizar o mercado estiveram sobretudo os títulos do BCP e dos CTT. O BCP perdeu -1,88% para 0,1982 euros, depois da subida da véspera.

Os CTT caíram 1,14% para 2,432 euros.

Os mercados europeus encerraram no verde. O investidores continuam atentos aos desenvolvimentos relacionados com o Brexit. O FTSE 100 subiu 0,68% para 7.212,5 pontos.

A BBC revelou hoje que o Governo por Boris Johnson pondera avançar para eleições antecipadas se o Parlamento britânico voltar a adiar a realização de uma votação significativa aos termos do acordo de saída negociados com Bruxelas pelo Primeiro-Ministro britânico.

O CAC 40 ganhou 0,17% para 5.657,7 pontos e o DAX subiu 0,05% para 12.754,7 pontos. Já o espanhol Ibex caiu 0,23% para 9.380,2 pontos. Milão subiu 0,04% na sessão.

“No âmbito empresarial, a Carrefour não apresentou variações significativas, sendo que após o fecho a empresa irá divulgar as suas vendas. Os analistas estimam, em média, que as receitas (excluindo a China) tenham ascendido aos 20.200 milhões.

No setor bancário, a UBS anunciou que o lucro trimestral ascendeu aos 1,058 mil milhões de dólares, superando as previsões de 971 milhões de dólares.

Os lucros do banco suíço caíram 16%, em virtude da quebra de 59% dos resultados da banca de investimento.

Em termo macroeconómicos, segundo o Eurostat, no 2º trimestre de 2019, a Dívida Pública em percentagem do PIB no conjunto dos países da zona euro (19) situou-se em 86,4% (86,5% no 1º trimestre de 2019) e na UE a 28 situou-se em 80,5% (81,1% no 1º trimestre de 2019). Em relação ao período homólogo (2º trimestre de 2018) registou-se um decréscimo de 0,9 p.p. da Dívida Pública da Zona Euro e um decréscimo de 1,1 p.p. na UE a 28.

Em Portugal, a Dívida Pública em percentagem do PIB situou-se em 121,2% (123,7% no 1º trimestre de 2019 e 125,7% no 2º trimestre de 2018).

Entre os Estados Membros, os que se destacaram com maiores rácios de Dívida Pública (em percentagem do PIB) no 2º trimestre de 2019 foram a Grécia (180,2%), Itália (138,0%), Portugal (121,2%), Chipre (107,2%) e Bélgica (104,7%). Em contrapartida a Estónia (9,3%), Luxemburgo (20,3%) e Bulgária (20,4%) apresentaram os rácios mais baixos de Dívida Pública.

Em relação ao trimestre anterior, dezasseis Estados-membros depararam-se com decréscimos de dívida, dez Estados-membros com acréscimos, tendo-se mantido estável o valor em Espanha e França. Destacam-se com os maiores aumentos o Chipre (+4,0 p.p.), Lituânia (+2,1 p.p.) e Finlândia (+1,8 p.p.) e com as maiores diminuições Portugal (-2,5 p.p.), Grécia (-1,9 p.p.) e Irlanda (-1,6 p.p.).

Face ao 1º trimestre de 2019, oito Estados-membros registaram um aumento do rácio da dívida pública e vinte registaram decréscimos. Os maiores aumentos verificaram-se no Chipre (+6,4 p.p.), Grécia (+2,7 p.p.) e Itália (+2,0 p.p.). Em contraste, a Hungria e Eslovénia (ambos com -5,2 p.p.), Áustria (-4,7 p.p.), Portugal (-4,5 p.p.) e Irlanda (-4,4 p.p.) registaram as maiores diminuições homólogas nos níveis de dívida pública (em % do PIB).

No que toca ao défice, segundo o Eurostat revela que no 2º trimestre de 2019, o saldo orçamental, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, da Zona Euro fixou-se em -0,7% do PIB (-0,6% no 1º trimestre de 2019 e -0,3% no 2º trimestre de 2018). O saldo da UE28 fixou-se em -0,9% do PIB (-0,8% no 1º trimestre de 2019 e -0,6% no 2º trimestre de 2018).

No 2º trimestre de 2019, o saldo orçamental de Portugal, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, fixou-se nos -0,1% do PIB (0,5% no 1º trimestre de 2019 e -2,0% no 2º trimestre de 2018).

Os números do Eurostat foram trabalhados pelo Gabinete de Estudos Económicos.

Nas commodities o Brent em Londres sobe 0,92% para 59,50 dólares.

No mercado de dívida a Alemanha viu os juros caírem 2,4 pontos base para uma yield de -0,368%. Portugal vê os juros caírem 2,4 pontos base para 0,213% e Espanha tem os juros a descerem 2,5 pontos base para 0,261%. Itália cai 6 pontos base para 0,924%.

O euro cai 0,08% para 1,1141 dólares.

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