BCP leva Lisboa a abrir sessão no ‘verde’. Europa em subida generalizada

O BCP puxa pela praça lisboeta, fazendo-a abrir em terreno positivo, ao registar um ganho superior a 2%.

A bolsa portuguesa negoceia esta quinta-feira em terreno positivo. O principal índice bolsista português (PSI 20) valoriza 0,64%, para 5,422.57 pontos, depois de ao dia de ontem ter disparado mais de 2% no fecho.

Na praça lisboeta, o BCP sobe 2,68% para 0,13 euros, depois de ao dia de ontem ter puxado pelo mercado no encerramento. A Mota-Engil cresce 1,50% para 1,38 euros, a Altri avança 1,19% para 5,51 euros, a Navigator aprecia 0,98% para 3,08 euros e a Sonae valoriza 0,88% para 0,92 euros. A Galp cresce 0,50% para 8,83 euros e a Ramada aumenta 1,71% para 5,96 euros.

A Ibersol perde 1,40% para 5,62 euros e a Pharol cai 0,11% para 0,09 euros.

As principais congéneres europeias seguem em subida generalizada na abertura. O alemão DAX avança 0,58%, enquanto o francês CAC 40 sobe 0,48%, o britânico FTSE 100 valoriza 0,18% e o italiano cresce 0,60%. O espanhol IBEX sobe 0,83%. O Euro Stoxx abre a sessão a avançar 0,66% para 4.177,65 pontos.

No mercado petrolífero, o barril do Brent sobe 0,22%, para 76,36 dólares, enquanto o WTI valoriza 0,18% para 72,36 dólares.

No mercado cambial, o euro ganha 0,26% face ao dólar, para 1,1716 dólares, e a libra esterlina avança 0,22% para 1,3655 dólares.

“Os investidores ficaram agradados com a mensagem transmitida pela Reserva Federal e estão menos nervosos com a crise da gigante chinesa do imobiliário Evergrande, o que está a abrir caminho para a continuação da recuperação dos mercados acionistas globais”, segundo a nota hoje divulgada pela BA&N Research Unit.

“A melhoria do sentimento no mercado está sobretudo relacionada com o resultado da reunião de ontem da Reserva Federal, que traçou um cenário claro e tranquilo sobre a retirada de estímulos por parte do banco central. Jerome Powell assinalou que a redução do programa de compra de ativos deverá iniciar em novembro, com um “tapering” gradual ao longo de oito meses a colocar um ponto final no programa em meados de 2022”, pode-se ler na nota.

“O outro foco de stress nos mercados está relacionado com a Evergrande e aqui os desenvolvimentos também são, para já, positivos. O chairman da companhia passou uma mensagem de tranquilidade para os clientes de retalho, contribuindo para uma forte subida das ações da companhia. Contudo, neste caso a incerteza é grande. A Evergrande tem, esta quinta-feira, de pagar juros de uma obrigação em dólares e sobre este tema, que está a deixar investidores nervosos, o chairman da empresa não disse nem uma
palavra. O cenário mais provável aponta para um default da empresa chinesa, mas cresce a convicção que tal não vai provocar uma crise de grandes dimensões e que Pequim irá agir para conter os danos e o contágio”, segundo a BA&N Research Unit.

 

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