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BCP lidera perdas e Lisboa acompanha pessimismo das bolsas europeias

O banco registou a desvalorização mais forte entre as cotadas do PSI e empurrou o índice para o ‘vermelho’, em linha com as descidas registadas pelos principais índices do continente.
11 Julho 2025, 17h01

Os principais mercados europeus encerraram a sessão desta sexta-feira em terreno negativo. O sentimento chegou ao PSI, que foi castigado sobretudo pelo tombo das ações do BCP.

O índice de referência da bolsa nacional contraiu 0,27% até aos 7.727 pontos, penalizado pela desvalorização de 1,67% nas ações do único banco que faz parte do índice, até aos 0,6586 euros. Seguiram descidas de 1,32% para 22,40 euros na Jerónimo Martins e 1,22% para 4,20 euros na Mota-Engil.

Em sentido oposto, a Ibersol somou 2,67% e fixou-se nos 10,00 euros, ao passo que a REN ganhou 1,15% até aos 3,08 euros.

Entre os principais índices europeus, houve quedas de 1,15% em Itália, 0,93% em Espanha, 0,92% em França e 0,88% na Alemanha, ao passo que o Footsie 100, no Reino Unido, derrapou 0,49%. O índice agregado Euro Stoxx 50 fechou o dia a recuar 0,98%.

No mercado de futuros, porém, registam-se subidas expressivas, na medida em que o Brent se adianta 2,67% até aos 70,39 dólares por barril, ao mesmo tempo que o crude sobe 2,96% para 68,54 dólares por barril.

As bolsas europeias encerraram em baixa, com os investidores a mostrarem receios de que Donald Trump possa não conseguir chegar a acordos comerciais com todos os seus parceiros e anunciar a introdução de tarifas aduaneiras, para entrarem em vigor a 1 de agosto”, de acordo com a análise do Departamento de Mercados Acionistas do Millenium Investment Banking.

“Isto numa altura em que se aguarda pelo pontapé de saída em mais uma época de apresentação de contas nos EUA, com muitas contas da banca já na próxima terça-feira”, sublinham os analistas.

“O setor energético escapou às quedas, suportado pela subida dos preços do petróleo, em reação a rumores de que Trump pode restringir exportações de petróleo russo, ameaçando com tarifas de 500% sobre a China e a Índia caso os países efetuem qualquer importação de energia russa”, aponta-se ainda na análise.


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