BCP quer vender as ações da Pharol

O banco liderado por Miguel Maya assumiu ainda que “não tem intenção de deter as ações da Pharol e, tendo direitos sobre as mesmas, o natural é vender”.

O Millennium bcp não pretende ficar com a participação de cerca de 10% da Pharol, cujo direito de propriedade adquiriu esta segunda-feira, dia 12 de agosto, depois de a High Bridge Unipessoal ter entrado em incumprimento no âmbito de um empréstimo celebrado pelo banco liderado por Miguel Maya.

No âmbito desse empréstimo, as ações da Pharol foram dadas como colateral.

A gestora de participações sociais Pharol informou esta manhã a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que recebeu uma notificação do BCP sobre a imputação de direitos “de voto inerentes que resulta dos termos e condições de penhores financeiros que incidem sobre ações (as quais continuam a ser detidas pelo respetivo titular) e que presentemente permitem ao Banco Comercial Português, S.A. vir a apropriar-se das ações ou exercer os respetivos direitos de voto”.

Fonte oficial do BCP revelou, no entanto, que “no financiamento [concedido à High Bridge] que também tem como colateral as ações da Pharol, o Millennium bcp não transferiu as ações para a sua propriedade, tendo apenas prestado informação sobre o direito acionado”.

Além disso, o banco assumiu ainda que “não tem intenção de deter as ações da Pharol e, tendo direitos sobre as mesmas, o natural é vender”.

A Pharol informou o regulador (nos termos e para os efeitos do disposto nos artigos 16º do Código dos Valores Mobiliários e 2º do Regulamento da CMVM nº 5/2008), após a abertura do mercado, que recebeu do BCP a  notificação de participação qualificada em relação às 896.512.500 ações que detinha na Pharol, correspondentes a 9,99% do capital social da empresa

 

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