O BCP concluiu o registo comercial de operações de redução e aumento do capital social, na sequência das deliberações adotadas no
contexto da Assembleia Geral de 22 de maio de 2025 e no contexto do programa de recompra de ações próprias no montante global de até
200 milhões de euros, cuja conclusão foi anunciada no passado dia 25 de agosto de 2025. O objetivo do banco com este programa, que permitiu remunerar os acionistas, sempre foi a posterior extinção das ações adquiridas, reduzindo o capital social.
Assim, o banco liderado por Miguel Maya diz ter sido hoje concluído o registo comercial das operações de redução do capital social do BCP em 61.405.928,67 euros (61,4 milhões de euros), com a finalidade especial de execução do Programa de Recompra, passando a cifra do capital social a ser de 2.938.594.071,33 euros (2,9 mil milhões), envolvendo a extinção de 309.362.863 ações próprias nominativas escriturais e sem valor nominal e a criação de uma reserva especial, sujeita ao regime da reserva legal, no valor de 61.405.928,67 euros (61,4 milhões).
Registou subsequentemente um aumento do capital social no montante de 61.405.928,67 euros (61,4 milhões de euros) para 3.000.000.000,00 euros (3 mil milhões), sem emissão de novas ações e por incorporação de reserva especial no mesmo montante constituída para o efeito na sequência da redução do capital “com o objetivo de reposição da cifra do respetivo capital social”.
O capital social do BCP fixa-se assim em 3.000.000.000,00 euros (3 mil milhões de euros), representado por 14.804.627.089
ações (14,8 mil milhões) escriturais sem valor nominal (sendo também de 14.804.627.089 o número total de direitos de voto a elas inerentes).
A operacionalização destas operações será concretizada nos próximos dias junto da Central de Valores Mobiliários gerida pela Euronext Securities Porto, anuncia o banco.
O BCP diz que estas operações foram implementadas sem alteração da sua situação líquida e com vista à simplificação da respetiva estrutura de balanço.
Recorde-se que o programa de recompra de ações, anunciado a 8 de abril e que arrancou a 14 de abril, previa a compra de até 5% do capital ou até esgotar os 200 milhões de euros reservados para levar a cabo as aquisições.
Após a conclusão do programa, o banco passou a deter 309.362.863 ações, correspondentes a 2,05% do seu capital, tendo investido 199.999.980 euros, detalha o BCP. Assim, o banco pagou um preço médio de 0,6465 euros por ação ao longo do programa.
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