BCP só vai decidir se olha para Novo Banco quando este for colocado à venda e exclui aquisições antes do final de 2021

Fonte próxima do processo disse ao Jornal Económico que só quando o Novo Banco estiver à venda no mercado é que o Millennium BCP irá decidir se estuda o dossier. Mas não será no atual mandato do CEO Miguel Maya. O fundo Lone Star já disse que o Novo Banco não será vendido antes de 2021.

O Millennium bcp não pretende realizar aquisições antes do final do mandato da atual administração (2018/2021), revelou ao Jornal Económico uma fonte próxima do banco. O BCP só vai decidir se estuda a compra do Novo Banco, que tem sido alvo de rumores no mercado, quando aquele último for colocado à venda, adiantou.

A mesma fonte remeteu para as declarações do CEO do BCP, Miguel Maya, após a aquisição do polaco EuroBank, que iam nesse sentido. “O crescimento do banco é crescimento orgânico”, disse o CEO do BCP, na ocasião.

Estas informações vão ao encontro das declarações do fundo Lone Star, acionista do Novo Banco, no passado fim-de-semana, ao “Dinheiro Vivo”.  O principal acionista do Novo Banco assegurou que não vende a participação de 75% antes de 2021, tornando claro que pretende concluir a reestruturação da instituição, o que deverá demorar entre 12 e 18 meses. “A Lone Star não tem planos para vender a posição no Novo Banco no curto prazo”, disse a empresa norte-americana em resposta a questões do Dinheiro Vivo.

A possibilidade de venda do Novo Banco ao Millennium bcp foi avançada pelo comentador Pedro Santos Guerreiro no seu espaço de análise na TVI, bem como pela newsletter “Eco Insider”.

 

 

“Estamos confiantes de que a fase de reestruturação do banco poderá ser concluída nos próximos 12 a 18 meses, aproveitando as condições atraentes do mercado para acabar com o restante legado do BES”, referiu o fundo norte-americano ao jornal online da Global Media. A Lone Star salientou ainda que “o banco recorrente é viável e está a crescer, e seus resultados positivos têm conseguido absorver parte das perdas do legado do BES”.

 

 

“Até ao momento, o banco cumpriu os planos acordados com a Comissão Europeia e Portugal no momento da aquisição pela Lone Star e permaneceu dentro das necessidades de capital esperadas relacionadas com o legado do BES”, refere a fonte da Lone Star citada pelo Dinheiro Vivo.

Quando o Lone Star comprou o banco, em outubro de 2017, ficou acordado um período de três anos de inibição de venda da participação de 75%. Esse período acaba no fim de 2020.

Os restantes 25% do Novo Banco são detidos pelo Fundo de Resolução.

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