BCP valoriza à boleia da recomendação do BNP e ajuda PSI-20

A valorização das ações do BCP, surgem depois do BNP Paribas ter dado um potencial de subida às ações do banco a que chamou de “casa feita de pedra”. A Europa soma e segue e teve hoje a quarta sessão de subidas. Os juros portugueses não param de cair, efeito do “Plano Marshall” europeu.

O PSI-20 fechou a subir +1,77% para os 4.380,64 pontos e deve essa subida à valorização das ações do BCP, depois do BNP Paribas ter dado um potencial de subida às ações do banco a que chamou de “casa feita de pedra”. As ações do banco liderado por Miguel Maya subiram 1,3% para 0,1011 euros.

Os analistas do BNP Paribas voltaram a cobrir as ações do BCP com um preço-alvo de 15 cêntimos por ação, o que traduz uma valorização de 46%, face ao valor do fecho de ontem.

Mas a ação mais subiu hoje não foi o BCP, foi a EDP Renováveis que avançou +4,27% para 11,72 euros; a Jerónimo Martins que subiu 4,67% para 15,45 euros e a Pharol que ganhou +6,56%.

As ações da EDP (+1,06% para 4,19 euros e da EDP Renováveis foram reavaliadas pela Société Générale.

O rol de subidas não se fica por aí. Temos as ações da Sonae Capital a ganharem +2,96%; as da Ibersol a valorizarem +2,67%; as da NOS com ganhos de +2,23%; e as da Novabase com subida de +1,87%; para destacar apenas as que mais subiram.

Só a Mota-Engil que caiu -2,88% (para 1,212 euros) e a Altri que perdeu -1,24% (para 4,31 euros) fecharam em contra-ciclo.

A Europa, no geral, soma e segue. As bolsas europeias fecham em alta pela 4.ª sessão consecutiva da semana. O EuroStoxx 50 ganhou +1,42% para 3.094,5 pontos. O CAC disparou +1,76% para 4.771,4 pontos; o DAX valorizou +1,06% para 11.781,13 pontos; o FTSE 100 avançou +1,21% para 6.218,8 pontos; IBEX ganhou +0,69% para 7.224,1 pontos; e o FTSE MIB subiu +2,46% para 18.351,16 pontos.

“No universo Stoxx600 o setor farmacêutico liderou os ganhos generalizados a quase todos os setores. Auto e Banca acabaram por ser as exceções”, refere Ramiro Loureiro, do Millennium BCP.

O setor do Health Care esteve assim a liderar mais um dia de ganhos nas bolsas europeias. Destaque para a subida da EasyJet (+4,43%) depois de notas de mercado apontarem que a empresa pretende reduzir em 30% os postos de trabalho. Já a Rolls-Royce (-8,00%) recua após efetuar uma colocação acelerada de títulos.

Destaque ainda para a notícia que ao CEO da Lufthansa (+5,42%) disse que pagar salários em junho vai ser difícil.

No plano macroeconómico foi revelado que a confiança dos consumidores da Zona Euro melhorou em maio, tal como na indústria. Já nos serviços sofreu uma degradação.

Destaque ainda para o facto de o Ifo prever que a economia da Alemanha tenha uma contração de 6,6% em 2020.

“Nos EUA os pedidos de subsídio de desemprego abrandaram o ritmo, mas nos dois últimos dois meses e meio já ultrapassam os 40 milhões. Foi ainda revelado que a economia norte-americana contraiu mais do que o esperado no 1.ºtrimestre, arrastada pela queda no consumo privado. As declarações de Donald Trump de que hoje seria um grande dia para os media, numa altura em que é esperado que o presidente assine uma ordem executiva voltada para o Twitter e outras plataformas, foi outro tema de destaque. Já a China aprovou a legislação de segurança em Hong Kong, desafiando o presidente norte-americano”, destacou .

A Fed anunciou no Beige Book que a atividade económica contraiu em todos os Distritos, com o setor Viagens & Lazer a apresentar a queda mais expressiva nos gastos dos consumidores.

“Na sessão de hoje foco para as notas de imprensa que dão conta de que a região asiática estará a comprar cargueiros de petróleo que se encontram parados desde África até ao Médio Oriente, um sinal que a procura está a voltar na maior região importadora de petróleo do mundo. Ainda assim, a cotação da matéria-prima estava a descer mais de 0,5%”, referiu Ramiro Loureiro, Analista de Mercados  de Millennium investment banking.

O petróleo dispara +1,38% no mercado de Londres para 35,22 dólares.

O euro ganha 0,63% para 1,1075 dólares.

No mercado de dívida do Estado, a Alemanha tem as yields a caírem 0,55 pontos base para -0,42%. A dívida portuguesa cai -8,98 pontos base para 0,54% e a espanhola desce 6,56 pontos para 0,58%. Já a italiana caiu -7,57 pontos base para 1,42%.

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