Bélgica admite endurecer ainda mais medidas contra a Covid-19

A situação em Antuérpia, onde os casos estão a aumentar mais rapidamente do que no resto do país, preocupa particularmente as autoridades belgas.

Bruxelas, Bélgica: 2.503 dólares

A primeira-ministra belga, Sophie Wilmés, anunciou hoje, dia 25 de julho, que está a considerar endurecer as medidas de luta contra a pandemia de Covid-19, no dia em que entram em vigor novas restrições.

“O Conselho de Segurança Nacional reúne nesta segunda-feira, com base num novo relatório da Celeval (a equipa responsável por avaliar a pandemia), admitindo-se medidas adicionais a nível nacional”, escreveu Wilmés, na sua conta pessoal da rede social Twitter.

A situação em Antuérpia, onde os casos estão a aumentar mais rapidamente do que no resto do país, preocupa particularmente as autoridades belgas.

Medidas reforçadas entram hoje em vigor, em particular o uso obrigatório da máscara em locais muito frequentados, como mercados, ruas comerciais, hotéis, restaurantes e cafés.

A máscara já era obrigatória desde 11 de julho em transporte público, lojas, cinemas, locais de culto e museus e bibliotecas.

Atualmente, os belgas estão autorizados a ver 15 pessoas por semana, mas “essa bolha de 15 certamente não é definitiva e a sua manutenção no futuro dependerá do comportamento individual”, explicou a primeira-ministra, na quinta-feira.

Na Bélgica, o número de novas infeções no período de 15 a 21 de julho aumentou 63%, com uma média de 215 novos casos diários, contra 131 na semana anterior.

O país regista 65.199 casos desde o início da pandemia, incluindo 9.817 mortes.

A morte de uma menina de três anos, a vítima mais jovem do país, foi anunciada na sexta-feira.

A Bélgica é um dos países com maior número de mortes por Covid-19, em comparação com sua população, com 85 mortes por 100 mil habitantes.

A pandemia de Covid-19 já provocou cerca de 640 mil mortos e infetou mais de 15,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

 

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