Big Data, Analytics e Inteligência Artificial, três grandes tendências para 2020

O mercado português tem vindo a dar sinais de uma crescente recetividade para projetos na área das soluções de Data Analytics e também na área de Inteligência Artificial, numa lógica de aceleração da mudança nas organizações.

As tecnologias de Big Data, Analytics e Inteligência Artificial são o foco para 2020 e, sem dúvida, um elemento crucial para a transformação digital das organizações nos próximos anos.

Os sucessivos avanços tecnológicos ocorridos nos últimos dez anos, têm gerado importantes mudanças nas organizações, nas suas estratégias e nos seus modelos de negócio. Neste contexto, o digital tornou-se parte integrante do dia a dia das empresas e contribui, cada vez mais, para o seu sucesso, sendo esta uma realidade incontornável.

Desta forma, houve uma clara evolução do Business Intelligence e do Analytics tradicional, o volume de dados aumentou surpreendentemente, adotaram-se mais sistemas em cloud e as visualizações de dados acionáveis e dashboards interativos ganharam também uma maior expressão.

Num mundo pautado por um ritmo de mudança cada vez mais acelerado, de constante incerteza e onde a tecnologia está cada vez mais inteligente, as organizações têm a clara missão de definir estratégias de transformação e de implementação de processos para se tornarem mais inovadoras e competitivas.

Perante esta consciencialização, as áreas de Analytics e Big Data têm sofrido um profundo crescimento e uma rápida evolução, fruto do seu potencial de transformação da gestão, através de dados relevantes para a tomada informada de decisões, em tempo real.

Segundo refere a IDC, mais de 50% das organizações nacionais já utilizam ferramentas de Business Intelligence e analítica de negócio. Ainda assim, a adoção de soluções de Big Data e de Inteligência Artificial (IA) possuem taxas de adoção mais reduzidas, respetivamente de 35% e de 18%.

No entanto, as previsões da IDC indicam que dentro de dois anos, 50% das organizações vão vender dados e informação e adotar um conceito de Data-as-a Service. É importante referir que empresas que, atualmente, utilizam estes serviços não são apenas as tradicionais empresas que vendem informação, são também cada vez mais as empresas do setor financeiro ou das telecomunicações que estão a começar a vender dados, informação ou insights.

Apesar de ainda haver um longo caminho a percorrer, muitas empresas já apostam numa estratégia data-driven. Os dados estão a aumentar a um ritmo nunca visto e a Internet of Things (IoT), que abrange produtos inteligentes e conectados, é um dos principais fatores que contribuí para esse aumento exponencial de dados. Isto porque dispositivos como, por exemplo, telemóveis e relógios inteligentes, estão constantemente a recolher dados, a conectar-se a outros dispositivos e a compartilhar os dados recolhidos.

Segundo a Gartner, até 2025, 80% dos produtos de consumo ou industriais que contêm eletrónica irão fazer a análise em dispositivos. Os dados são, nesta era da economia digital, os ativos mais valiosos para as organizações e, somente quem for capaz de recolher, analisar e agir rapidamente sobre eles terá de facto vantagens competitivas.

A vontade que as empresas mostram em melhorar a tomada de decisões orientadas para os dados está a permitir que adicionem o Machine Learning à tecnologia disponível. De acordo com a Gartner, até 2022, 40% do desenvolvimento e da pontuação do modelo de Machine Learning serão feitos em produtos que não tenham como principal objetivo o Machine Learning.

Por outro lado, também o amadurecimento das soluções de Data Analytics permitem às organizações avançarem para cenários de utilização mais complexos e de maior valor acrescentado, numa lógica de aceleração da mudança nas organizações a partir de informação cada vez mais atual, pertinente e analítica. O mercado português tem vindo assim a dar sinais de uma crescente recetividade para projetos nesta área, mas também na área de Inteligência Artificial.

Uma outra tendência, igualmente importante, para o arranque do novo ano, será a Segurança com recurso à Inteligência Artificial, uma nova geração de defesa contra o cibercrime, uma vez que os perigos informáticos aumentam em volume e complexidade, segundo indica a Gartner.

Assim, a transformação digital é um fator importante para o qual as empresas necessitam de dedicar a máxima atenção hoje, para serem mais competitivas amanhã.

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