A sala de bingo da Amadora estará a ser explorada ilegalmente depois do contrato de concessão com a empresa Ilustrinédio, Lda. ter terminado em outubro de 2025, e não ter sido lançado um novo concurso público para nova concessão.
A denúncia é avançada pelo sindicato de hotelaria do Sul, que afirma ainda que a empresa não está a cumprir integralmente o Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) celebrado entre a APHORT e a FESAHT.
Entre os incumprimentos denunciados destacam-se as dívidas de milhares de euros em créditos laborais, a prática de horários de trabalho ilegais de 11 horas diárias, a falta de reclassificação profissional dos trabalhadores de acordo com a tabela de transição das categorias profissionais de 2018, a não disponibilização de fardamento em quantidade e qualidade adequadas, entre outras violações.
Perante esta situação, o sindicado desenvolveu várias diligências, incluindo pedidos de reunião dirigidos ao Secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, bem como ao Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ). Contudo, após três pedidos, o secretário de Estado não recebeu os trabalhadores.
“Os trabalhadores vivem numa situação de permanente incerteza quanto ao futuro dos seus postos de trabalho e exigem uma solução célere que assegure a legalidade da exploração da sala de bingo e a salvaguarda dos seus direitos”, refere o sindicato em comunicado.
Assim, no próximo domingo, o sindicato convocou um plenário/concentração junto ao bingo, onde os trabalhadores vão exigir o cumprimento integral do CCT, o pagamento dos créditos laborais em dívida, a reclassificação profissional dos trabalhadores em cumprimento da tabela de transição das categorias profissionais de 2018 e por melhores condições de trabalho.
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