A bitcoin caiu esta quinta-feira abaixo da barreira dos 70 mil dólares (59,3 mil euros à taxa de câmbio atual) atingindo desta maneira o seu valor mais baixo desde novembro 2024. O criptoativo mantém a tendência de baixa depois de ter atingido um máximo de 124.310 dólares (105.460 euros) em outubro de 2025. Desde esse topo a desvalorização atinge os 44%.
“Ao mesmo tempo, o ethereum está se aproximando de um teste de dois mil dólares, enquanto a popular altcoin ripple caiu 10%, prolongando a liquidação. A bitcoin está a ser negociado no seu nível mais baixo desde o início de novembro de 2024, antes de Donald Trump vencer as eleições [norte-americanas]. A postura favorável às criptomoedas da nova administração dos Estados Unidos (EUA) não conseguiu interromper o ciclo de pânico, e o mercado parece agora ter entrado numa fase de “descoberta do fundo””, referiu o analista da XTB, João Cruz.
O analista da XTB avança que se se repetir o cenário de 2022 a bitcoin ainda “poderá enfrentar mais um impulso de queda” provavelmente em direção a 50 mil dólares (42,4 mil euros).
João Cruz adianta também que “não se pode descartar” que o preço volte a testar o chamado delta de preço na cadeia este ano, que é um indicador «macro» combinado da Bitcoin baseado em zonas de suporte de longo prazo e no preço médio de compra realizado, atualmente em torno de 45 mil dólares (38,1 mil dólares). “Nos dois mercados em baixa anteriores, o nível delta atuou como um suporte macro”, reforça o analista da XTB.
Esta semana foi reportado que as liquidações no bitcoin atingiram os 2,5 mil milhões de dólares (2,1 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) nos últimos dias [entre o fim-de-semana e 3 de fevereiro], de acordo com os dados da CoinGlass, transcritos pela agência noticiosa Reuters, gerando uma descida no preço deste criptoativo como consequência também das vendas em outros ativos como ações e metais preciosos.
Esta mais recente liquidação, no criptoativo, ficou abaixo do máximo de 19 mil milhões de dólares (16,1 mil milhões de euros) [entre compras e vendas do criptoativo] que se verificou quando o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou novas tarifas à China, assinala a agência noticiosa.
De acordo com os dados da CoinShares, transcritos pela CNBC, na semana passada, os produtos de investimento em ativos digitais registaram a segunda semana consecutiva de saídas de capital, totalizando 1,7 mil milhões de dólares (1,4 mil milhões de euros). A responsável pela investigação da CoinShares, James Butterfill, referiu, transcrita pela CNBC, que as saídas [de capital] acumuladas no ano [em ativos digitais] atingem os mil milhões de dólares (850 milhões de euros) o que “sinaliza uma deterioração acentuada do sentimento dos investidores em relação a esta classe de ativos”.
A analista da corretora de criptomoedas Nexo, Dessislava Ianeva, citada pela CNBC, referiu que a queda no preço do bitcoin, nos últimos dias, “coincidiu com uma aversão ao risco mais ampla nos mercados globais” e “foi amplificada pela baixa liquidez estrutural aos fins de semana, e não por desenvolvimentos específicos do mercado de criptomoedas ou sinais de stress fundamental”.
Já o analista da empresa de criptomoedas Bitbank, Yuya Hasegawa, citado também pela CNBC, salientou que esta queda no bitcoin “parece ter sido impulsionada” por uma combinação de “crescente risco geopolítico, queda das ações tecnológicas desencadeada pela Microsoft e um colapso dos preços dos metais preciosos, [que é visto como] um dos poucos refúgios seguros que restam para o capital dos investidores nas últimas semanas”.
A CoinDesk assinalou, também na segunda-feira, que mais de 500 milhões de dólares (424 milhões de euros) em posições longas alavancadas “foram encerradas à força” em 24 horas.
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