De acordo com Ann-Katrin Petersen, Estrategista de Investimento Chefe da BlackRock para a Alemanha, Áustria, Suíça e Europa de Leste, a instituição liderada por Christine Lagarde enfrenta agora um cenário de elevada incerteza.
O impacto do conflito nos preços da energia e nas cadeias de abastecimento ameaça impulsionar a inflação ao mesmo tempo que trava o crescimento económico, defende a analista da BlackRock.
Apesar do alerta, Ann-Katrin Petersen sublinha que o BCE não está na mesma posição vulnerável de 2022. Com as taxas de juro em níveis restritivos e as expectativas de inflação ancoradas nos 2% antes do início das tensões, a instituição considera-se “bem posicionada e equipada” para lidar com um eventual repique dos preços.
Para já, a urgência de agir preventivamente é limitada.
Christine Lagarde, na sua comunicação mais recente, optou pela prudência, sem compromissos. Não sinalizou subidas iminentes, mas também não refutou a mudança de sentimento do mercado, que passou de prever cortes para passar a ponderar um novo aumento de 25 pontos base.
A apresentação de projeções macroeconómicas alternativas reforça a necessidade de flexibilidade perante a volatilidade atual. O foco dos decisores de política monetária estará agora na propagação do choque energético, defende a BlackRock.
“Embora o BCE possa ignorar picos temporários nos preços da energia, qualquer contágio sustentado nos salários ou nas expectativas de inflação forçará uma resposta firme”, reforça Ann-Katrin Petersen.
A BlackRock salienta que a gravidade do cenário dependerá da duração do conflito e da extensão das perturbações nas cadeias logísticas, num contexto já pressionado pela escassez de mão-de-obra na Europa e por políticas fiscais ligeiramente mais expansionistas.
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